José Mourinho, treinador do Benfica (foto: Imago)
José Mourinho, treinador do Benfica (foto: Imago)

Como Schjelderup e Prestianni fazem crescer o Benfica

Extremos são exemplos da estratégia que Mourinho pretende

José Mourinho voltou a ser claro após o jogo entre Benfica e Alverca do passado domingo (2-1): Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup precisam ser mais eficazes nas finalizações. O treinador encarnado porém, sabe A BOLA, considera que os dois extremos deram um passo importante noutra vertente essencial do jogo — a capacidade de pressionar alto e serem os primeiros defesas da equipa.

A exigência de Mourinho em manter uma pressão intensa no meio-campo adversário é inegociável. O técnico das águias quer uma equipa que «morda os calcanhares» aos rivais, como já chegou a dizer publicamente. Passados 30 jogos à frente do Benfica, Mourinho considera que essa é uma batalha ganha. Há ainda trabalho por fazer, mas o rendimento atual já é considerado muito positivo.

A recuperação de bola no meio-campo ofensivo é uma das premissas fundamentais da estratégia do treinador. E os números da UEFA Champions League confirmam essa filosofia. Apesar de uma campanha irregular, o Benfica é a quinta equipa com mais desarmes ganhos (65), atrás apenas de Union St. Gilloise (93), Real Madrid (76), Kairat Almaty (74) e Olympiakos (68). Um dado que espelha bem a agressividade e intensidade dos encarnados.

A recuperação de bola no meio-campo ofensivo é uma das premissas fundamentais da estratégia do treinador.

Nos treinos, Mourinho insiste que os avançados sejam os primeiros a defender. Vangelis Pavlidis já executava bem essa função, mas o treinador tem valorizado a evolução de Prestianni e Schjelderup, que somam seis jogos consecutivos como titulares. Os dois extremos cresceram taticamente e mostram uma pressão mais coordenada e eficaz, embora o técnico ainda os trabalhe para serem mais decisivos no último passe e na finalização.

Schjelderup em ação pelo Benfica (foto: Miguel Nunes)

O rendimento positivo dos dois jovens influenciou diretamente o mercado de transferências de janeiro. A contratação de um novo extremo esteve em cima da mesa, mas perdeu força face à resposta de Prestianni (20 anos) e Schjelderup (21 anos). A boa forma dos dois levou o clube a manter Prestianni e a fechar a porta a uma possível saída de Schjelderup na reta final do mercado de inverno.

Prestianni à procura do golo no jogo com o Alverca (foto: Miguel Nunes)

A chegada iminente do extremo Lukebakio pode reduzir espaço, mas uma coisa é certa: Prestianni e Schjelderup cresceram e a equipa cresceu com o rendimento deles.