«Com Ruben Amorim estava completamente exposto...»
Apesar das exibições recentes e do apelo dos adeptos, o Manchester United não planeia reverter a decisão de deixar sair o médio veterano Casemiro no final da temporada. O internacional brasileiro, de 34 anos, ficará livre quando terminar o contrato megalómano de 400 mil euros... por semana.
A decisão de não renovar com o antigo jogador do Real Madrid, que conquistou a Liga dos Campeões por cinco vezes, foi tomada no âmbito de uma reestruturação do plantel a longo prazo e da política de redução de custos impulsionada pelo coproprietário Sir Jim Ratcliffe. O empresário de 73 anos já tinha expressado publicamente o seu espanto com o salário gigantesco do brasileiro.
No passado domingo, contra o Aston Villa, Casemiro marcou o seu sétimo golo da temporada, o sexto de cabeça, e celebrou efusivamente em frente à bancada Stretford End, apontando repetidamente para o emblema do clube. Em resposta, os adeptos entoaram cânticos a pedir «mais um ano, Casemiro», um apelo que se repetiu no final do encontro.
De acordo com Chris Sutton, antigo jogador de Norwich, Blackburn e Chelsea, a decisão de abdicar de Casemiro deve ser mantida e recordou a quebra de forma do médio-defensivo durante o legado de Ruben Amorim em Old Trafford.
«Não percebo este debate sobre o Casemiro. Com o Ruben Amorim, ele estava completamente exposto, com o Carrick melhorou e subiu muito o nível, tal como toda a equipa, mas penso que o tempo dele já passou. Se o United quer olhar para a frente, o Casemiro não pode fazer parte do futuro. Teve uma carreira extraordinária, mas já não tem as pernas que tinha e penso que não vale a pena pagar 400 mil euros por semana a alguém para fazer bom balneário», apontou o inglês na BBC Radio.