CEO da F1 admite terminar época na Europa devido à guerra no Médio Oriente
A Fórmula 1 vai decidir em setembro se realiza os dois últimos Grandes Prémios da temporada no Qatar e em Abu Dhabi, admitindo terminar o campeonato na Europa, devido à guerra no Médio Oriente. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente e diretor executivo, Stefano Domenicali, em conferência de imprensa.
«Tomaremos uma decisão no momento apropriado, não antes de meados de setembro. Se a situação não se tornar mais clara, tomaremos uma decisão. E quero apenas confirmar que, se isso se revelar impossível, o final da época acontecerá na Europa, porque não podemos ir para mais lado nenhum», se não houver condições para ir ao Golfo Pérsico, afirmou o dirigente.
Os GP do Bahrain e da Arábia Saudita, previstos para abril, foram cancelados em março sem substituição, e a incerteza mantém-se sobre as provas de Qatar e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), enquanto novos ataques voltaram a ocorrer hoje no Médio Oriente. «Há várias opções em cima da mesa, mas não acho correto fazer promessas ou antecipar uma decisão. Por isso, se a situação não nos permitir ir ao Médio Oriente, terminaremos o campeonato na Europa», reiterou.
Informações no paddock sugeriam a hipótese de realizar uma corrida extra no Circuito das Américas, em Austin (Texas), ou um segundo GP em Las Vegas (Nevada), na semana seguinte ao já agendado para 21 de novembro, mas Domenicali afastou totalmente essa possibilidade. «Não realizaremos outra corrida nos Estados Unidos», precisou, sublinhando que não pretende «estragar» o crescimento da corrida de Las Vegas, estreado em 2023.
Embora o dirigente não tenha dado pistas, o circuito de Imola (Itália), que foi retirado do calendário este ano, surge como o mais bem colocado para acolher a última ronda da época. Já Portimão e Istambul, que regressarão ao Mundial em 2027, estão em obras de remodelação e não são opção imediata.
A instabilidade na região do Golfo Pérsico já levou outras competições a alterar planos, como o Mundial de Resistência (WEC), que anunciou na segunda-feira que substituiu as suas etapas finais no Qatar e Bahrain por provas em Barcelona (Espanha) e Monza (Itália). Também o GP do Qatar de MotoGP, reagendado para novembro, está ameaçado, tal como o Rali da Arábia Saudita, última prova do WRC, previsto para Jeddah no mesmo mês – ambos ainda sem decisão final.