Cassiano Klein faz apelo após confrontos e dá exemplo de CR7: «É um fenómeno»
Depois do empate (2-2) no dérbi da 16.ª jornada da 1.ª fase do campeonato nacional, Benfica e Sporting voltam a encontrar-se na segunda-feira, a partir das 20 horas, na primeira mão dos quartos de final da Champions. Cassiano Klein, treinador do Benfica, espera um «jogo incrível», que «será decidido por milímetros ou centímetros».
«Sabemos que há algo que parte do próprio atleta e do improviso. Prevejo que as duas equipas cheguem muito fortes. Creio que as duas equipas vão procurar fazer o que fizeram durante toda a época. Procuramos melhorar e aprender a cada jogo, mas ambas as equipas têm uma identidade própria que não muda em dois ou três dias», referiu o técnico encarnado, em declarações aos jornalistas, lembrando o último dérbi, que terminou com igualdade.
«O jogo tem 40 minutos e, talvez no último minuto, aconteçam coisas que mudam a história. E foi o que aconteceu: o Sporting podia ter feito o 3-1, mas nós conseguimos chegar ao 2-2. E agora, como será o próximo jogo? O que temos de ter é essa identidade e o carácter de uma equipa que não desiste, que luta e trabalha. Isso é o que controlamos. O resto teremos de escrever durante o jogo», atirou.
O Benfica não vence a Champions desde 2010, sendo que vai jogar a passagem às meias-finais frente ao Sporting. Cassiano Klein aproveitou para fazer referência a Cristiano Ronaldo.
«A pressão é muito nossa. Tenho uma analogia de que gosto muito. Há pessoas a quem é preciso chutar no bumbum para caminharem e há pessoas especiais que se chutam a si próprias. Têm essa fome. Se formos ver as histórias de grandes desportistas, como o Cristiano Ronaldo, é um fenómeno. É um homem milionário, mas porque é que continua a trabalhar tanto? É algo dele. É isso que procuro e admiro nos nossos jogadores: a fome de quererem fazer cada vez melhor. Claro que um dérbi é sempre um dérbi e conhecemos a sua magnitude», atirou.
O treinador encarnado abordou ainda o reencontro com Chishkala, que representa agora o Sporting.
«A última imagem que tenho do Chishkala é de estarmos num jantar a comemorar um título. Lembro-me de o ter abraçado muito porque foi uma peça importante para nós. No quarto jogo da final fez três golos. A imagem que guardo dele é a de um jogador que acrescentou e que nos ajudou. Todos os que faziam parte da equipa na época passada foram muito úteis. É normal no futebol os jogadores entrarem e saírem. Falo por mim: sou muito grato por tudo o que ele nos ajudou e pela forma como cooperou connosco. Agora sabemos que está na equipa que vamos defrontar. É apenas isso», disse, comentando ainda os confrontos que se registaram antes do último dérbi.
«Confesso que o que mais me encanta num dérbi é, primeiro, o que se passa no campo: um confronto onde todos vão ao limite. Depois, há o segundo momento, que é incrível: o apoio dos adeptos. É uma sinergia, é uma festa. O que esperamos é exatamente isso: que encham os pavilhões, que apoiem as suas equipas e que se aceite que haverá um vencedor. Esperamos respeito, que é o mais importante. Talvez o que aconteceu sirva para refletirmos. A festa é bonita quando vemos crianças e idosos no pavilhão a apoiar as suas equipas. Viemos para apoiar e esperamos que segunda-feira seja uma grande festa», completou.
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