Carvalhal antevê Estrela da Amadora: «Temos de dar passos no nosso progresso»
O Famalicão prepara a deslocação à Reboleira, onde, este sábado (15h30), vai defrontar o Estrela da Amadora, em partida relativa à 5.ª jornada da Liga, e de lá pretende voltar a casa com a primeira vitória nesta edição do campeonato.
Depois do empate com o Estoril (1-1) e das derrotas diante de Marítimo (1-2) e Santa Clara (0-1), os azuis e brancos do Minho conseguiram manter a baliza inviolada pela primeira vez na temporada aquando da receção ao Gil Vicente (0-0), no último domingo, algo que Carlos Carvalhal valorizou, na conferência de Imprensa desta sexta-feira. Ainda assim, o treinador dos famalicenses pretende mais, nomeadamente no processo ofensivo.
«Sofremos golos nos três primeiros jogos e era urgente estancar o processo defensivo. Pensamos que isso é um passo decisivo para a nossa evolução e para começarmos a ganhar jogos. No encontro com o Gil Vicente, e apesar de não termos conseguido vencer, que era o nosso grande objetivo, conseguimos não sofrer golos. A equipa demonstrou muito mais agressividade, com e sem bola, e só permitiu uma oportunidade ao adversário. Na minha ótica, demos um passo em frente na construção da equipa. Temos de perceber quais são as prioridades para a evolução da equipa e já tocámos em dois pontos fortes, a agressividade e a organização defensiva. Falta muito trabalho, sem dúvida, como mais passes progressivos, criação de oportunidades e golos, mas estamos num caminho progressivo, com gente jovem e alguns que não conhecem o futebol português. Demora algum tempo», assumiu.
Entrando mais a fundo na perspetiva do jogo no reduto dos tricolores, Carvalhal mostra estar ciente dos problemas que a sua equipa pode ter pela frente, mas garante que o trabalho realizado nos últimos dias aumenta ainda mais o otimismo para o sucesso: «Vamos ter um jogo difícil. O Estrela da Amadora começou muito bem o campeonato, eu conheço o Pepa, é um bom treinador e organiza muito bem as equipas. Nós trabalhámos bem durante a semana e vamos esgrimir argumentos. Temos de dar passos no nosso progresso, caminharmos mais para a baliza e termos mais audácia para chegar ao golo. Acima de tudo, ser uma equipa forte do ponto de vista mental e da agressividade, no sentido positivo. O Estrela, jogando no seu terreno, tem esses argumentos e nós temos de igualar ou melhorar para trazermos pontos.»
No dérbi frente ao Gil Vicente, Marcos Peña foi chamado à última hora à titularidade, em virtude da lesão de Tom van de Looi durante o aquecimento, e Carlos Carvalhal salientou, hoje, que o médio espanhol vai continuar no onze, não só pela qualidade que tem, mas também pelo problema físico que ainda afeta o neerlandês.
«O Marcos Peña vai jogar. O Tom van de Looi tem uma lesão no calcanhar e vai parar durante algum tempo. Eu diria que não é muito expectável que volte antes da paragem para as seleções, se isso acontecer será uma surpresa. O Marcos é um jogador que desempenha muito bem aquela função [médio-defensivo], é um bom controlador de jogo e tem a vibe dos espanhóis de jogar simples. Temos confiança total nele, treina muitíssimo bem, e sinceramente não foi surpresa o que fez [frente ao Gil Vicente].
A finalizar, Carlos Carvalhal falou sobre o mercado, deixando a garantia de que não chegará mais nenhum reforço a Vila Nova nesta janela de transferências. O experiente treinador também justificou as contratações de Víctor Rofino (defesa-central, ex-UD Leiria) e Patricio Salas (avançado, ex-Club América, México), que foram os dois últimos a chegar ao Minho: «Já não vem mais ninguém, isso é seguro. O [Víctor] Rofino era a nossa opção número um desde que cá chegámos. Conhece bem o futebol português, é um excelente central, muito seguro, muito inteligente, um jogador de elevada capacidade. Não tenho dúvidas nenhumas de que será um central para muitos anos aqui no Famalicão. Vai estar convocado e preparado para jogar. Relativamente ao Pato [Patricio Salas] é diferente. Vem de um continente diferente, clima, alimentação… Vai demorar o seu tempo. Sabe jogar a ponta de lança, mas também como segundo avançado. Tem capacidade de leitura de jogo e último passe, mas também tem golo. Com a saída do Gustavo [Sá] ficámos um bocadinho órfãos de um jogador para aquela posição. Está convocado, mas ainda não é líquido que possa ir para o banco.»