CAN: suplente do Senegal empurrado e arrastado pelo chão por proteger a toalha de Mendy

Yehvan Diouf foi herói na defesa do seu guarda-redes na caminhada pela conquista da CAN em final polémica com Marrocos

Numa final da CAN entre Marrocos e Senegal que dá argumento para filme, houve um herói silencioso fora das quatro linhas: o guarda-redes suplente do Senegal, Yehvan Diouf.

Diuof acabou por ver-se envolvido numa das histórias mais incríveis da noite, paralela ao que se passava em campo, quando assumiu o papel de guardião das toalhas do titular, Édouard Mendy, colocando-se atrás da baliza.

Por várias vezes, os apanha-bolas de Marrocos – e também jogadores - tentaram tirar as toalhas da zona da baliza, para que Mendy, guarda-redes do Al-Ahli, não conseguisse secar as luvas.

O primeiro incidente ocorreu aos 72 minutos, quando Hakimi aproveitou uma confusão na área senegalesa, após uma lesão, para pegar numa toalha branca colocada junto à baliza e atirá-la por trás dos painéis publicitários. Porém El Hadji Malick Diouf viu a cena e foi imediatamente buscar a toalha para a colocar no seu lugar.

Aos 109 minutos, um suplente marroquino foi para trás da baliza de Mendy para apoderar-se de uma toalha azul e lançá-la em direção às bancadas.

 Diouf, que joga no Nice da Ligue 1, foi então destacado para proteger a toalha e, a dada altura, incrivelmente, chegou a ser arrastado pelo relvado por apanha-bolas que tentavam arrancá-la das suas mãos. Uma imagem surreal, enquanto decorria o jogo. Costuma ser também na toalha que os guarda-redes passaram a ter informações sobre os adversários, sobretudo na marcação de penáltis, por isso pode ter sido também uma tentativa de tirar informação a Mendy.

No final, já no balneário, Mendy destacou Diouf e publicou uma foto do companheiro de equipa com a medalha... e a toalha.

O final do tempo regulamentar foi impróprio para cardíacos. Aos 90+3', o Senegal acreditou ter ganho o jogo com um golo de Abdoulaye Seck, mas este foi anulado por falta do jogador sobre Hakimi. Minutos depois o árbitro, com a intervenção do VAR, assinalou penálti a favor de Marrocos.

Uma decisão que provocou a ira dos senegaleses, que abandonaram temporariamente o campo. No entanto, após o seu regresso, Brahim Díaz, aos 90+24', assumiu a responsabilidade de converter o penálti que daria o título à sua equipa, mas Mendy defendeu a bola e levou a final para o prolongamento, mantendo o Senegal na luta.

Numa ironia final, Marrocos recebeu da CAF o prémio fair-play.