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Cafu terá companhia: o recorde Mundial que Messi pode igualar
Lionel Messi prepara-se para fazer história mais uma vez ao garantir a presença na terceira final de um Mundial, um feito que o coloca ao lado do lendário brasileiro Cafu. Com a Argentina, atual campeã, a qualificar-se para o jogo decisivo do Mundial de 2026 contra a Espanha, o astro argentino continua a reescrever os livros de recordes do futebol.
Ainda hoje, Cafu é o único jogador na história que jogou em três finais distintas de Mundiais. A sua jornada começou nos Estados Unidos, em 1994, quando, com apenas 24 anos, entrou para substituir o lesionado Jorginho na final contra a Itália. O jovem lateral jogou o resto da partida e ajudou o Brasil a conquistar o seu quarto título mundial na decisão por penáltis.
Quatro anos depois, no Mundial de França 1998, Cafu já era uma peça fundamental da seleção brasileira. No entanto, a glória escapou-lhe quando a França, liderada por Zidane, venceu a final, impedindo o bicampeonato do Brasil.
A consagração definitiva de Cafu aconteceu no Mundial de 2002, na Coreia e Japão. Como capitão de equipa, liderou o Brasil à vitória por 2-0 sobre a Alemanha na final, selando o pentacampeonato e estabelecendo um recorde que permanece intacto durante mais de duas décadas... e pode finalmente ser igualado no próximo domingo, dia 19.
Por sua vez, a carreira de Lionel Messi em Mundiais é igualmente notável. O argentino, que se estreou na competição com apenas 18 anos, já participou em seis edições, um número que partilha com Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa. Duas décadas depois, continua a ser uma figura central no maior palco do futebol internacional.
O caminho de Messi até ao título mundial foi longo. A sua primeira final, em 2014, terminou com uma derrota amarga para a Argentina, que perdeu por 0-1 contra a Alemanha no prolongamento. Contudo, a redenção chegou no Qatar, em 2022, numa final memorável contra a França de Mbappé, onde a Argentina conquistou a sua terceira estrela.
No próximo domingo, ao entrar em campo, Messi disputará a sua terceira final. Independentemente do resultado contra a Espanha, o seu nome já está gravado a ouro na história do futebol. Embora jogadores como Ronaldo Nazário, Pelé, Lothar Matthaus e Pierre Littbarski também tenham estado presentes em três finais, não chegaram a jogar em todas elas, seja por lesão ou por serem ainda muito jovens, o que distingue o feito de Cafu e, agora, de Messi.