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Morreu o xeque que colocou o 'bisht' a Messi no Mundial 2022
Hamad bin Khalifa Al Thani, antigo emir do Catar e figura central na ascensão do PSG, faleceu aos 74 anos. A notícia foi confirmada no passado domingo pelo Amiri Diwan, a casa real do Qatar. Foi ele quem colocou o tradicional bisht a Lionel Messi na cerimónia de entrega do troféu do Campeonato do Mundo à Argentina, em 2022, um momento que viralizou e provocou alguma polémica.
O xeque era pai do atual governante do país e foi o principal impulsionador da transformação do Qatar numa potência desportiva global. Durante o seu reinado, que decorreu entre 1995 e 2013, ano em que abdicou voluntariamente a favor do seu filho, o Qatar garantiu a organização do Mundial 2022. Foi também sob a sua liderança que foi criada a Qatar Sports Investments (QSI), entidade que adquiriu o PSG em 2011.
A sua visão foi fundamental para elevar os franceses o estatuto de um dos principais clubes da Europa, através de um investimento contínuo em jogadores, infraestruturas e na marca a nível mundial. Sob a propriedade da QSI, o clube parisiense conquistou múltiplos títulos nacionais e consolidou a sua posição na elite do futebol continental.
Para além do futebol, o xeque Hamad é amplamente reconhecido pela modernização do Qatar e pelo fortalecimento da sua influência na diplomacia, nos media e no investimento internacional. O seu legado está, assim, intimamente ligado à ascensão do país como uma força de relevo no desporto e nos assuntos mundiais.