Pichardo contesta decisão do TAD sobre rescisão de contrato com o Benfica
Pedro Pablo Pichardo não se conforma com a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) sobre a rescisão do seu vínculo com o Benfica e vai avançar com recurso. A informação foi confirmada esta segunda-feira à agência Lusa pela representante jurídica do atleta português.
Apesar de ter condenado o clube encarnado ao pagamento de cerca de 130 mil euros referentes a custas processuais, perto de 22 mil euros de subsídios de férias e os custos associados à cirurgia a que o atleta foi submetido, a instância arbitral recusou a existência de justa causa na desvinculação do campeão do mundo em Oregon 2022 e Tóquio 2025 e Europeu em Munique 2022.
Pichardo dispõe agora de uma janela de três dias para requerer a nulidade da decisão junto do próprio TAD — tribunal que já tinha visado nas redes sociais com acusações públicas de parcialidade. Caso o requerimento não surta efeito, a advogada Rosalia Ortega assegurou que a defesa avançará para a justiça administrativa dentro do prazo legal de 30 dias.
O diferendo remonta a uma ação judicial instaurada pelo atleta a 12 de março de 2025, na sequência da rescisão contratual unilateral consumada a 13 de janeiro do mesmo ano, invocando divergências insanáveis. A ligação entre as partes, iniciada a 26 de abril de 2017, tinha vigência prevista até à conclusão dos Jogos de Los Angeles 2028.
No litígio, o atleta exigia uma indemnização de 1,1 milhões de euros, apontando a ausência de assistência médica e o impedimento no acesso ao seguro de saúde. Em contrapartida, o Benfica exigiu dois milhões de euros por incumprimento de deveres contratuais, prejuízos desportivos e danos na «imagem da maior instituição do país».