Sebastián Cáceres
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Cáceres defende selecionador: «Informação manipulada para denegrir Bielsa»

Jogador fala na despedida conturbada de Marcelo Bielsa

Sebastián Cáceres, defesa do Uruguai, chegou nas últimas horas a Montevideo e defendeu o selecionador Marcelo Bielsa, que chegou sozinho, após a eliminação do Mundial. Dadas as notícias de rotura entre selecionador e jogadores, Cáceres esclareceu alguns pontos.

A seleção uruguaia foi eliminada na fase de grupos com apenas dois pontos, resultantes de empates com a Arábia Saudita e Cabo Verde e de uma derrota frente à Espanha, e os jogadores foram «castigados», obrigados a voltar em voos comerciais em vez de um voo charter.

Questionado sobre a última conversa com o selecionador, o jogador expressou «respeito e agradecimento», embora admita que possam existir opiniões diferentes no seio do plantel.

Questionado sobre a sua relação com o selecionador, que o confirmou como titular e o levou ao seu primeiro Mundial, Cáceres foi claro. «Posso falar por mim, tenho todo o respeito por ele e muito agradecimento. Talvez alguém possa ter uma opinião diferente, mas creio que, em traços gerais, a maioria sabe como as coisas foram», declarou.

O defesa da equipa celeste criticou a divulgação de informações internas, que considerou incorretas. «A informação foi muito manipulada para denegrir o Marcelo, e essas coisas não se fazem, não foi correto», assegurou, acrescentando que a conversa de despedida com o treinador deve permanecer privada. «Falámos, houve uma despedida, mas não vou dizer o que se falou dentro do grupo. Isso tem de ficar entre nós, como deveria ter sido desde o início».

Saíram informações para fora de que Bielsa, que terça-feira dará uma conferência de imprensa, acusou os jogadores de o deixarem «sozinho»

Sobre as causas da eliminação, Cáceres apontou a fragilidade defensiva como um fator decisivo. «Sofremos golos que não devíamos ter sofrido e, quando isso acontece em todos os jogos, a dificuldade aumenta. É muito difícil competir dessa forma. Já nos estava a custar marcar golos e sofrê-los com tanta facilidade complica tudo», explicou.

O jogador garantiu que não faltou empenho por parte da equipa, mas que os erros foram fatais. «Ninguém se poupou», frisou, antes de concluir com uma reflexão: «Às vezes há erros que não têm consequências, mas estes tiveram e pagámo-los caro. O desporto é assim, nem sempre há justiça desportiva, porque não fizemos maus jogos, apenas os resultados não foram favoráveis».

Por fim, Cáceres apelou a uma análise interna rigorosa: «É preciso ser muito autocrítico com tudo o que se fez, o que se deixou de fazer e o que se fez mal».

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