Francisco Cabral e Nuno Borges não passaram à final      Fotografia Imago
Francisco Cabral e Nuno Borges não passaram à final Fotografia Imago

Cabral e Borges saem «um bocadinho desiludidos» do Estoril Open

Dupla nacional não conseguiu repetir a presença na final de 2022, onde vieram a o torneio e confessam que sentiram que não estiveram a jogar bem na semifinal face aos gauleses Titouan Droguet e Kyrian Jacquet, Cada um falou ainda do que se segue na preparação rumo ao US OPen

«Infelizmente, ganhámos poucos pontos importantes e saímos um bocadinho desiludidos com a derrota de hoje. Não sei se foi por ser a minha primeira vez este ano a jogar no court central, mas senti-me bastante mal a jogar. Estava muito vento e foi um jogo desconfortável.» A confissão foi de Francisco Cabral (27.º do ranking de pares) e reflete a frustração que marcou a eliminação, ao lado de Nuno Borges (387.º), nas meias-finais do torneio de pares do 11.º Estoril Open frente aos franceses Titouan Droguet (307.º) e Kyrian Jacquet (618.º) pelos parciais de 6-7 (6-8), 6-4 e 11-9, após 1.49 horas.

Desfecho que terminou com o sonho da dupla nacional, do público e certamente da organização em ter os dois melhores tenistas lusos da atualidade em cada variante a tentarem repetir a vitória que haviam alcançado no torneio em 2022. Quanto aos gauleses Droguet e Jacquet, a palavra lucky losers, por terem sido repescados, não poderia assentar melhor e amanhã vão discutir o título do Estoril Open face aos brasileiros Orlando Luz e Rafael Matos, segundos cabeças de série, que garantiram a presença na final ao baterem os neerlandeses Sander Arends e David Pel por 4-6, 6-4 e 10-6.

Regressando à tristeza nacional, depois de, na véspera, Jamie Faria e Tiago Torres terem caído nos quartos de final no adeus português em singulares, que contou com seis tenistas nacionais, Cabral lamentou a incapacidade de fechar o encontro no momento decisivo. «Podíamos ter simplificado um pouco as coisas antes do 8-5 do super tie-break. No final, eles fizeram uma sequência de bons pontos e acabaram por ganhar. Foi decidido nos detalhes.»

A mesma amargura foi partilhada por Nuno Borges. O maiato não escondeu a insatisfação com a sua exibição ao longo da semana no Clube de Ténis do Estoril. «Foi um pouco a história deste torneio, tirando os quartos de final de pares, em que as coisas fluíram um bocadinho mais. Sempre que as coisas apertaram, tive muita dificuldade em jogar ténis esta semana. Nunca senti o jogo seguro e estive o jogo todo sem conseguir fazer o que queria. Neste torneio, fiquei ainda mais aquém do que queria fazer. Pesa-me muito esta derrota, fico bastante triste.»

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Concluída a prestação em solo nacional, os dois tenistas lusos viram as agulhas para a digressão na América do Norte, embora por caminhos distintos na vertente de pares. Francisco Cabral revelou que passará a formar dupla com o norte-americano JJ Tracy até ao US Open, quarto e último Grand Slam da temporada.

«Não tinha parceiro, perguntei-lhe e ele aceitou. É um excelente jogador, é muito explosivo, com excelentes pancadas e serviço. Se calhar, à rede não é o forte dele, mas, se o ajudar e servir bem, cobrimos esse ponto do jogo que pode não ser tão perfeito como o resto. Nós temos potencial para formar uma boa dupla», explicou o portuense, de 27 anos.

Por seu lado, Nuno Borges focou-se na vertente individual e na transição de piso, no qual procura esquecer as más sensações vividas na terra batida portuguesa, ciente das exigências que se avizinham no calendário. «Vou mudar de superfície, portanto acho que pouco importa o que senti durante a semana. Vou tentar dar novas hipóteses numa nova superfície e novas condições. Os Masters 1.000 não são grandes oportunidades para somar assim tantos pontos e mais duro do que isso não existe. Cada vez há menos abébias», vincou o número um nacional em singulares.

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