Bruma partilha felicidade e explica escolha do número 7
TURIM — Bruma confessou ter passado por «momentos muito difíceis» depois de ter sofrido rotura completa do tendão de Aquiles na perna esquerda. Quase seis meses meses depois, o avançado de 31 anos está de volta. Esteve no banco de suplentes com o Rio Ave, em Vila do Conde, e poderá regressar à ação, amanhã, com a Juventus.
«Tive uma lesão muito grave. Tenho de agradecer aos fisioterapeutas e aos meus compranheiros que me ajudaram. Estou muito feliz por estar aqui novamente, agora é continuar a trabalhar e ajudar os meus companheiros», partilhou, em declarações à Sport TV.
Bruma reconheceu que a recuperação «correu melhor» que o esperado. «Não era uma coisa fácil, mas estou a ultrapassar isto aos poucos», acrescentou.
O avançado sabe que o duelo com a Juventus «será muito difícil», mas partilhou o desejo de sair de Turim «com os três pontos». Vincou: «Não será nada fácil. Espero ajudar a equipa, no campo ou no banco, de qualquer forma, o mais importante é conquistar os três pontos.»
Os «azares» tocaram à porta de Bruma e Lukebakio. Se o avançado já é opção, o extremo belga também está a voltar. «Será muito bom para todos. Temos de trabalhar para recuperar a forma», disse.
Esclareceu os motivos por ter trocado o número 27, preferido por Rafa, que está a chegar ao Benfica, pelo 7. «Sempre gostei do 7, pedi desde início época, não o podia utilizar [era de Akturkoglu]. Agora posso e estou muito feliz», justificou.Seg
Seguiu-se, depois, a conferência de Imprensa, em que alguns temas foram retomados.
— Porque mudou do número 27 para o 7? É sinal de que alguém [Rafa] pode estar a chegar ao Benfica?
— Simplesmente, sempre gostei do número 7. Não podia usar no início de época [era de Akturkoglu], estive lesionado. Disseram-me, agora, que poderia utilizar o número 7 e troquei. Não foi nada de mais.
— Depois de recuperado da lesão, como está a ansiedade para voltar a jogar?
— A verdade é que foi uma lesão muito grave. Agradeço aos fisioterapeutas que me ajudaram a recuperar, aos meus companheiros também, agora tenho de continuar a trabalhar. Estou muito feliz por estar aqui e ajudar os meus companheiros. E, se o mister entender que posso jogar, pode contar comigo.
— Que leitura faz do processo ofensivo do Benfica ao longo da época e de que forma pode potenciar ainda mais os corredores e o último terço?
— Tivemos azar no início da época. Lesionei-me, depois aconteceu o mesmo ao Lukebakio. Agora que estamos todos a voltar, a equipa continuará a melhorar. Tudo vai dar certo. Teremos de continuar a trabalhar e estar focados nos objetivos.
— O que lhe passou na alma durante todo este tempo e qual foi a sua principal motivação para regressar em força? Qual foi o seu pensamento neste tempo todo?
— Não foi fácil. Foi muito complicado. A minha família, os meus amigos, os fisioterapeutas, os meus companheiros ajudaram-me bastante na recuperação, na motivação, que é muito importante. Graças a Deus, estou aqui. Sei que não foi uma lesão fácil. Tenho de trabalhar para ultrapassar esta fase.
— Sente-se a 100 por cento para ser uma peça importante na segunda metade da época?
— Na verdade, a 100 por cento, não. Comecei a treinar-me com a equipa há duas semanas, estou a sentir-me bem, quero ganhar confiança, melhorar e depois cabe ao mister decidir.