Benfica: «É um empréstimo de grande sucesso»

Nuno Catarino sorri aos resultados da oferta pública de obrigações lançada pelos encarnados, no valor de até €65 milhões

O resultado do empréstimo obrigacionista lançado pela Benfica SAD foi apresentado esta segunda-feira em sessão especial da Euronext, em Lisboa. A oferta pública de obrigações, subscrição e troca, decorreu até 24 de abril e o empréstimo, inicialmente de até 40 milhões de euros, foi aumentado para até 65 milhões. O reembolso está previsto para 29 de abril de 2031.O valor total da oferta foi atingido logo no segundo dia. Foram subscritos 42 milhões de euros, 23 milhões foram objeto de troca.

Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, analisou os resultados. «É um empréstimo que classificamos como um grande sucesso, de equilíbrio entre aquilo que era a procura e a taxa oferecida. É a quarta maior procura absoluta num empréstimo obrigacionista do Benfica. Temos mais investidores do que no ano passado [acima dos 4.800]. É a primeira emissão a cinco anos de uma sociedade anónima desportiva neste mercado em Portugal. Fizemos um esforço deliberado de estender a maturidade dos empréstimos obrigacionistas, e sabíamos que estávamos a navegar em águas ainda não navegadas, correu bastante bem. Queria também destacar a taxa [de juro], estamos a falar de uma taxa de 4.64», sublinhou o administrador da SAD dos encarnados. 

«A razão do aumento de 40 para 65 milhões foi, claro, para responder à procura. É um empréstimo que nos permite fazer uma gestão maior da liquidez, podemos reduzir dívida de curto prazo, e fazer alguma troca por dívida de médio/longo prazo. Ou seja, não é uma operação que tenha impacto na dívida líquida [do Benfica], que nos permitirá mais alguma estabilidade. É importante que com a liquidação deste empréstimo vamos passar de emissões anuais para emissões de dois em dois anos, a próxima será em 2027, e depois em 2028. É uma estratégia deliberada de aumento de prazo. Não termos essa pressão em 2028, ano da centralização dos direitos televisivos, também é importante», explicou Nuno Catarino.