Benfica: ‘desconto’ para a saída de Mourinho acaba sexta-feira
O Benfica continua à espera de ser informado se José Mourinho aceita a cláusula de rescisão ou deixa o clube. É certo que ainda há mais um ano de contrato em vigor, mas já ninguém acredita que a ligação se manterá. O treinador tem até sexta-feira, 29 de maio, para se libertar do vínculo por €7 milhões. É nesse dia que se completam os dez dias úteis depois do último jogo oficial da época. A partir de sexta-feira, esse valor sobe para €15 milhões.
No comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários a 18 de setembro de 2025, o Benfica informou que o contrato de Mourinho acaba na temporada 2026/2027, embora tenha salvaguardado — por ter sido celebrado antes das eleições e para que o vencedor pudesse ter margem para escolher outro técnico — que «10 dias após o último jogo da época desportiva 2025/26, nas mesmas condições, tanto a Benfica SAD como o treinador poderão optar por não dar continuidade ao contrato para a época desportiva 2026/27».
A BOLA confirmou que esses 10 dias são úteis, ou seja, completam-se sexta-feira. E que o valor, depois, sobe para €15 milhões, na prática aquilo que o treinador receberia se continuasse na Luz na próxima época.
O Benfica está consciente de que a saída de Mourinho acontecerá mais cedo ou mais tarde. Existe essa diferença de €8 milhões, que não pode ser ignorada, mas, em termos práticos, sabe que terá de encontrar um novo treinador e Marco Silva é o preferido para assumir o cargo — assim que se puderem tomar decisões oficiais avançará de forma definitiva.
cargo assim que se puderem tomar decisões oficiais.Mourinho tem acordo com Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, cujo plano inicial era apresentar o treinador português hoje, depois de anunciá-lo no domingo. A entrada em cena do empresário Enrique Riquelme, confirmado candidato às eleições, mudou tudo. O milionário e empresário, líder do Grupo Cox, avaliado em bolsa em mais de mil milhões de euros, já esclareceu que Mourinho não é o treinador dele, considerando-o um «penso rápido» para a situação do clube.
«Nunca fui mourinhista ou não mourinhista, sou madridista. É treinador, é um grande treinador e conseguiu muitos êxitos. Tem um estilo peculiar de gerir o balneário. Em certos momentos pode ser bom ou não para determinado clube. Mas penso que o Real Madrid necessita de um projeto de futuro, não de curto prazo, e não precisa de um penso rápido para o momento atual», argumentou, em declarações ao jornal ABC.
O Benfica continuará à espera da decisão de Mourinho, na esperança de que a indefinição não se prolongue no tempo, até porque o treinador tem mais um ano de contrato e o Real Madrid poderá fazer, sem qualquer constrangimento, o pagamento de €15 milhões. Esse é, aliás, um cenário que tem muitas possibilidades de se tornar realidade.
As eleições ainda não estão agendadas — a Imprensa espanhola dá conta de que podem ser a 7 de junho, admitindo-se que a visita do Papa Leão XIV a Madrid, com os condicionamentos que provocará na capital, possa contribuir para o adiamento da data. Florentino Pérez tem oportunidade de esclarecer tudo, esta quarta-feira, na apresentação da candidatura à presidência.