Samu recebeu, das mãos de Ricardo Nunes (antigo guarda-redes e atual presidente do Varzim), o prémio de segundo classificado - Foto: Varzim
Samu recebeu, das mãos de Ricardo Nunes (antigo guarda-redes e atual presidente do Varzim), o prémio de segundo classificado - Foto: Varzim

V. Guimarães perde final do torneio da Póvoa: «Queremos que comece o campeonato»

Conquistadores deixaram escapar o troféu nos penáltis para o Varzim. «Queremos ganhar todos os jogos e mostrar o ADN Vitória», afirma Samu, perspetivando já o arranque na Liga

Chegou à final como o detentor do Torneio de Verão da Póvoa de Varzim, mas não conseguiu revalidar o título, na tarde deste domingo: o Vitória de Guimarães perdeu a derradeira partida nos penáltis (4-5) diante dos anfitriões, após um empate 1-1 nos 90 minutos.

Foram os poveiros a marcar primeiro, por Diogo Rebelo, aos 55’. Os conquistadores foram, depois, obrigados a reagir, insistiram até ao fim e Thiago Balieiro, na sequência de uma bola parada, empatou o encontro já para lá do minuto 90.

O referido defesa-central estaria, então, no melhor e no pior, já que, a seguir, falhou uma das grandes penalidades (tal como Oumar Camara), que viriam a condenar os minhotos.

«Há sempre razão para ficar chateado quando não ganhamos. Num clube como o Vitória, em qualquer torneio em que entramos, é sempre para ganhar», afirmou, no final do jogo, Samu.

O capitão vira agora energias para a Liga, que, pela vontade dele, começava já amanhã: «A pré-época foi positiva e estamos preparados para começar o campeonato. Queremos que comece o mais rápido possível para demonstrar exatamente aquilo a que nos propomos, que é ganhar todos os jogos e mostrar o ADN Vitória.»

O primeiro desafio da equipa liderada por Tiago Margarido é no próximo sábado, às 18h, com a receção ao Arouca.

O centrocampista, de 30 anos, enalteceu a presença dos cerca de 2600 adeptos: «São enormes. Estamos em pré-época, mas, como sempre, aparecem em massa. Isso joga a nosso favor e, se assim for, vamos ganhar mais.»  

No período entre o final do tempo regulamentar e o início da decisão a partir do castigo máximo, houve registo de confusão na bancada afeta aos adeptos vimaranenses. Segundo fonte do emblema do Berço, o episódio envolveu carga policial sobre alguns adeptos vitorianos, embora ninguém tenha saído ferido.

«Quando não vai na qualidade, vai na raça»

No final do duelo, também Tiago Margarido destacou a união, não só dentro da estrutura do clube, como também foram, com a massa adepta. «Estamos muito unidos. Com essa força, vamos conseguir ganhar muitos jogos. Estamos todos com o mesmo espírito», afirmou.

«Acabámos por sofrer o golo no nosso melhor momento no jogo. A equipa procurou reagir, tivemos de ter atitude para o fazer, os jogadores nisso foram inexcedíveis», analisou o técnico.

«Quando não vai na qualidade, vai na raça, faz parte do nosso ADN e foi isso que aconteceu depois de sofrermos o golo», enalteceu, explicando que «com o relvado massacrado, não se conseguiu circular com a velocidade pretendida», o que fez a equipa apostar tudo «na raça», acabando «por chegar ao empate de forma justa.»

«A garra é algo inegociável e trabalhámos muito na pré-época para ter essa identidade e é isso que queremos demonstrar. Queremos que, mesmo que não estejamos com a camisola vestida, as pessoas consigam identificar o Vitória pelo nosso jogar», confirmou Samu.

A iniciar sessão com Google...