Nicolás Otamendi não foi utilizado nos dois últimos jogos do Benfica por estar a recuperar de traumatismo na perna direita — Foto: Miguel Nunes
Nicolás Otamendi não foi utilizado nos dois últimos jogos do Benfica por estar a recuperar de traumatismo na perna direita — Foto: Miguel Nunes

Benfica: adeus de Otamendi à seleção... complica renovação

Capitão vai explorar todas as oportunidades, agora sem a obrigação de pensar na Argentina

Nicolás Otamendi continua sem dar pistas sobre o que fará no verão, quando acabar o contrato com o Benfica. Quando chegou a Buenos Aires, na madrugada de segunda-feira, anunciou que se despedirá da seleção e isso poderá contribuir para tornar mais difícil a renovação com o Benfica.

«Depois do Mundial, será o fim com a seleção. Agora, estou contentíssimo, a desfrutar do momento. Vamos juntar-nos depois de algum tempo, treinar e preparar-nos para o Mundial. Teremos dois particulares e depois o Campeonato do Mundo, uma competição linda, o troféu mais importante que um jogador pode conquistar. Começa tudo de novo, competiremos da mesma forma, com a mesma mentalidade. Defendemos o troféu e teremos de chegar da melhor forma. Fecha-se, depois, um ciclo e serei mais um adepto», contou, ainda no aeroporto, Otamendi, quinto jogador com mais internacionalizações pela Argentina (129), atrás de Messi (196), Mascherano (147), Di María (138) e Javier Zanetti (144).

Otamendi foi, depois, questionado sobre o interesse do River Plate e do novo treinador da equipa de Buenos Aires, Eduardo Coudet. «Não quero dizer mais nada», reagiu, para acrescentar: «Estive uma vez com El Chacho [Coudet] e nada mais. Tenho contrato com o Benfica até junho e não tenho mais nada.» Questionado diretamente sobre se as portas do River Plate se abririam no verão, respondeu: «Veremos.»

Como A BOLA deu conta a 17 de março, a seleção da Argentina deixaria de ser uma prioridade para Otamendi depois do Mundial. Isso fará com que passe a valorizar outras possibilidades, menos atrativas desportivamente, mas mais interessantes financeiramente, sobretudo da Arábia Saudita.

O capitão dos encarnados teve, aliás, vários convites desde que está no Benfica, sobretudo no momento em que acabou contratos, mas preferiu continuar porque os encarnados lhe proporcionaram sempre a possibilidade de jogar com regularidade e ao mais alto nível, para manter o lugar na seleção. A estabilidade familiar pesou sempre muito para continuar. E esse será um dos principais motivos que o Benfica poderá explorar para convencê-lo a ficar.