Belenenses é o 46.º campeão Ibérico
O Belenenses conquistou, este domingo, a segunda Taça Ibérica de râguebi da sua história ao derrotar o campeão de Espanha do El Salvador por 23-9 (10-3 ao intervalo), no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Os bicampeões nacionais souberam tirar partido da indisciplina do adversário e do vento favorável na 1.ª parte para levarem a melhor na 46.º edição de um troféu que já haviam arrebatado em 2022/23.
No historial da competição, que teve a sua primeira edição em 1964/65, ganha pelo Real Canoe, os azuis do Restelo são um dos sete clubes lusos vencedores de um total de 18 edições. Com o Benfica e Direito a terem sido bem-sucedidos quatro vezes cada. O recordista de títulos é o espanhol do VRAC, com oito.
Os conjunto de João Mirra atingiu o intervalo já a liderar por 10-3, com um ensaio de Tomás Sequeira (23’), transformado por Francisco Menéres, que somou, ainda, três penalidades (13’, 42’, 71’), e fecharam o marcador ao cair do pano com novo toque de meta, de Duarte Azevedo (79’), transformado por Menéres.
Juntaram, desta forma, o troféu ibérico ao conquistado em 2022/23, no terreno do Santboiana (44-15), menos de um ano após falharem o objetivo, em abril de 2025, quando perderam em Valladolid, frente ao VRAC (43-39).
O vento forte marcou a partida, com o Belenenses a capitalizar melhor esse detalhe no 1.º tempo, quando o teve a favor.
A equipa da casa alcançou o primeiro ensaio por Tomás Sequeira (23’), na sequência de uma formação ordenada onde tinha mais um homem do que os ‘vallisoletanos’, reduzidos a 13 elementos devido a cartões amarelos mostrados a Juan Martínez (18’) e Matheo Taiki (22’).
Na 2.ª parte, os papéis ‘inverteram-se’, mas o El Salvador não demonstrou a mesma capacidade para jogar com vento favorável e aproveitar a indisciplina, agora maior, do Belenenses.
A turma orientada por Álavaro Gorostiza não conseguiu mais do que três pontos, numa penalidade de Facu Munilla, autor dos três pontapés certeiros espanhóis (15’, 48’ e 69’), durante os 10m em que os belenenses jogaram com menos um, devido ao cartão amarelo mostrado ao Owen Jenkins (48’).
Ainda assim, a incerteza no marcador manteve-se até perto do final, com os espanhóis quase sempre à distância de um ensaio transformado de igualar o marcador.
Mas, já perto do apito final, Duarte Azevedo (79’) surpreendeu toda a defesa espanhola ao arrancar para o segundo ensaio dos azuis, após retirar a bola de um ‘maul’ dinâmico dentro da área de 22 metros dos visitantes, e assegurou a vitória para o emblema da Cruz de Cristo.
O Belenenses sucede aos espanhóis do VRAC, que conquistaram sete dos últimos nove troféus.
O VRAC, de resto, é o clube com mais títulos ibéricos (oito), seguido pelo El Salvador (cinco), Benfica, Direito e Santboiana (quatro). CDUL (três), Cascais (três), Académica (um) e Agronomia (um) são os outros clubes portugueses que já ergueram o troféu.
No final, João Mirra, treinador do Belenenses, considerou sobre a aquilo que fez a diferença no encontro: «Fomos uma equipa madura. Não foi um jogo brilhante, que hoje não estava para isso, pois, apesar de o relvado ser ótimo, estava muito molhado e com lama. Se calhar, começámos a vitória de hoje nas derrotas do passado. Ganhámos calo e percebemos que hoje não era um dia para brilhar, mas sim para ganhar», começou por referir o técnico luso recordando o desaire da passada temporada.
«Mais do que ser Belenenses, hoje fomos Portugal. É uma vitória importante e até um exemplo. Sem querer ser paternalista, é um exemplo para todos, e também para nós, de que independentemente das diferenças de orçamento, que as há, com muito compromisso dos jogadores e de toda a estrutura das pessoas de um clube conseguimos aproximar-nos, competir e, depois, vencer».
«Agora vamos fazer um reset e voltar às competições nacionais, que são muito importantes, até porque só jogamos esta competição se tivermos sucesso a nível nacional».
«Faço questão de deixar um abraço ao Bernardo Mota e ao João Diogo Mota pelo falecimento do pai deles [António Mota] que, não sendo do nosso clube, mas sim do Direito, era uma daquelas pessoas com todos os valores do râguebi. Não são do nosso clube, mas são da família do râguebi e esta conquista também foi por eles e para eles», concluiu em declarações à Lusa.
João Mirra: «Hoje não era um dia para brilhar, mas para ganhar»
No final, João Mirra, treinador do Belenenses, considerou sobre a aquilo que fez a diferença no encontro: «Fomos uma equipa madura. Não foi um jogo brilhante, que hoje não estava para isso, pois, apesar de o relvado ser ótimo, estava muito molhado e com lama. Se calhar, começámos a vitória de hoje nas derrotas do passado. Ganhámos calo e percebemos que hoje não era um dia para brilhar, mas sim para ganhar», começou por referir o técnico luso recordando o desaire da passada temporada.
«Mais do que ser Belenenses, hoje fomos Portugal. É uma vitória importante e até um exemplo. Sem querer ser paternalista, é um exemplo para todos, e também para nós, de que independentemente das diferenças de orçamento, que as há, com muito compromisso dos jogadores e de toda a estrutura das pessoas de um clube conseguimos aproximar-nos, competir e, depois, vencer».
«Agora vamos fazer um reset e voltar às competições nacionais, que são muito importantes, até porque só jogamos esta competição se tivermos sucesso a nível nacional».
«Faço questão de deixar um abraço ao Bernardo Mota e ao João Diogo Mota pelo falecimento do pai deles [António Mota] que, não sendo do nosso clube, mas sim do Direito, era uma daquelas pessoas com todos os valores do râguebi. Não são do nosso clube, mas são da família do râguebi e esta conquista também foi por eles e para eles», concluiu em declarações à Lusa.
Taça Ibérica – Historial
Historial de vencedores da Taça Ibérica de râguebi (não se disputou nas épocas de 1971/72 a 1981/82, 1986/87 e 2008/09 a 2011/12)
2025/26 - Belenenses (Por)
2024/25 - VRAC (Esp)
2023/24 - VRAC (Esp)
2022/23 - Belenenses (Por)
2021/22 - VRAC (Esp)
2020/21 - VRAC (Esp)
2019/20 - VRAC (Esp)
2018/19 - VRAC (Esp)
2017/18 - VRAC (Esp)
2016/17 - El Salvador (Esp)
2015/16 - Direito (Por)
2014/15 - VRAC (Esp)
2013/14 - Direito (Por)
2012/13 - CDUL (Por)
2007/08 - Agronomia (Por)
2006/07 - Santboiana (Esp)
2005/06 - Santboiana (Esp)
2004/05 - El Salvador (Esp)
2003/04 - El Salvador (Esp)
2002/03 - Direito (Por)
2001/02 - Benfica (Por)
2000/01 - Real Canoe (Esp)
1999/00 - Direito (Por)
1998/99 - El Salvador (Esp)
1997/98 - Académica (Por)
1996/97 - Cascais (Por)
1995/96 - Arquitectura (Esp)
1994/95 - Ciencias (Esp)
1993/94 - Cascais (Por)
1992/93 - Cascais (Por)
1991/92 - El Salvador (Esp)
1990/91 - Arquitectura (Esp)
1989/90 - Santboiana (Esp)
1988/89 - Benfica (Por)
1987/88 - Santboiana (Esp)
1985/86 - Benfica (Por)
1984/85 - Cisneros (Esp)
1983/84 - CDUL (Por)
1982/83 - CDUL (Por)
1970/71 - Benfica (Por)
1969/70 - Barcelona (Esp)
1968/69 - San Sebastián (Esp)
1967/68 - Cisneros (Esp)
1966/67 - Real Canoe (Esp)
1965/66 - CDU Barcelona (Esp)
1964/65 - Real Canoe (Esp)