Treinador do Arsenal recebe bónus por cada golo de bola parada e já fez história
Mikel Arteta sempre quis ter equipas eficazes em lances de bola parada. O próprio já pensava nisso em 2015, quando ainda era jogador. «Há dez anos, eu disse: 'É muito importante abordar as bolas paradas' e comecei a ter uma visão, a tentar implementar um método e a tentar cercar-me das melhores pessoas para concretizar isso», disse no ano passado.
Quando trabalhava ao lado «do melhor treinador do mundo» no Manchester City, Arteta via que as bolas paradas da turma de Pep Guardiola podiam melhorar. «Podíamos ser melhores, mas eu não era a melhor pessoa do mundo para fazer isso», disse Arteta, que assim se virou para Jover: «Entrei em guerra por ele no Manchester City porque senti que havia muito espaço para melhorar neste departamento. Entrei em contacto com ele e sugeri ao Guardiola que aprovasse a contratação.»
Com experiências prévias no Montpellier e no Brentford, este treinador francês chegou ao City em 2019 e seguiu Arteta para o Arsenal dois anos depois. Foi o início de uma relação frutuosa para todos (Jover, Arteta e Arsenal) e que o clube já recompensa de uma maneira pouco vista no futebol.
Bónus por golos de canto
Jover renovou contrato com o Arsenal em 2025 e o The Athletic revelou recentemente que o novo vínculo inclui uma cláusula particular: o treinador de 44 anos recebe um bónus pelos golos que os gunners marcam em lances de bola parada. E certo é que desde que o contrato foi assinado, a equipa, que já era muito competente neste tipo de lances, tornou-se praticamente imparável em 2025/26.
A equipa de Gyokeres já marcou 16 golos em pontapés de canto esta época na Premier League – o número mais alto de sempre na prova, a par de Oldham (1992/93) West Bromwich (2016/17) e do próprio Arsenal em 2023/24. A diferença é que ainda há nove jogos para os londrinos ultrapassarem este número.
Na recente vitória (2-1) sobre o Chelsea, ambos os golos do Arsenal foram de canto, o que marcou a nova vez esta época em que um golo de canto resultou na vitória da equipa esta época – ou seja, estes lances já valeram 18 pontos. E apesar destes registos, atuais, Arteta já coloca Jover como «o melhor do mundo neste ramo» das bolas paradas em 2024.
«A relação que temos é o motivo pelo qual o quis trazer para o City e depois para o Arsenal. Ele e o resto da equipa técnica incutiram nos jogadores a convicção de que há muitas maneiras de ganhar jogos de futebol. É uma convicção muito poderosa e ele já nos deu muito.»
Inevitáveis críticas
Nem todos gostam desta abordagem do trabalho de Jover, que consiste em bloquear a área de ação do guarda-redes dentro da pequena área e atacando cruzamentos tensos ao segundo poste, criando o caos na área adversária. Tanto que o treinador do Brighton criticou o método ainda esta terça-feira, um dia antes do jogo das duas equipas.
«Em alguns bloqueios, ou na forma como as equipas fazem os bloqueios, penso que não há uma regra clara. Por vezes o árbitro apita e é falta, outras vezes não. Penso que é por isso que temos este tema em cima da mesa», disse Fabian Hurzeler.
Críticas que não perturbam Arteta. «Fazem parte do trabalho», diz o treinador, que coloca o Arsenal muito perto da conquista da Premier League, que seria a primeira em 22 anos para o clube, ainda que o Manchester City não deixa de estar logo por trás a pressionar.
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