Barcelona respira de alívio: Deco ajuda catalães a restabelecer-se
O Barcelona conseguiu liquidar na totalidade os pagamentos relativos às contratações de Dani Olmo, Raphinha, Jules Koundé, Robert Lewandowski e Vítor Roque, eliminando uma dívida superior a 84 milhões de euros que constava nas suas contas. Este feito, para o qual Deco, diretor desportivo dos catalães, teve um papel preponderante, representa um passo importante na gestão financeira do clube.
De acordo com o relatório de contas encerrado a 30 de junho de 2026, o Barcelona tinha uma dívida total de 167,4 milhões de euros para com outras entidades desportivas, dividida entre 115,8 milhões a curto prazo e 51,6 milhões a longo prazo. Desde essa data, o clube saldou os valores pendentes por cinco jogadores-chave.
Em detalhe, as verbas em dívida eram de aproximadamente 34,4 milhões por Olmo, 19 milhões por Raphinha, 12,3 milhões por Koundé, 11,1 milhões por Lewandowski e 7,3 milhões por Vítor Roque. O pagamento integral destas operações, que somavam cerca de 84,1 milhões de euros, alivia significativamente a pressão sobre a tesouraria do clube.
Anthony Gordon: o grande compromisso adiado
Apesar da redução, a transferência de Anthony Gordon, proveniente do Newcastle, continua a ser o maior encargo financeiro pendente. A 30 de junho, a dívida relativa a esta operação ascendia a 68,9 milhões de euros, dos quais 21,9 milhões eram a curto prazo e 46,9 milhões a longo prazo.
Contudo, o Barcelona chegou a um acordo com o Newcastle para adiar o pagamento dos quase 22 milhões que venciam em junho de 2026, passando o prazo para 2027. É importante sublinhar que esta renegociação não elimina a dívida, mas apenas a transfere para exercícios futuros, permitindo ao clube catalão ganhar margem de manobra financeira imediata.
Dívida atual não reflete o mercado de verão
Após a liquidação das cinco transferências, a dívida registada a 30 de junho desceria para cerca de 83,3 milhões de euros. No entanto, este valor não representa a dívida total atual do clube com outras equipas.
A razão é simples: as contas foram fechadas a 30 de junho de 2026. Todas as contratações realizadas a partir de 1 de julho, ou seja, durante os meses de julho, agosto e setembro, ainda não estão refletidas nestes números. As obrigações financeiras decorrentes do mais recente mercado de transferências terão de ser adicionadas às contas do novo exercício.
Importa também notar que o custo total de uma transferência não é sinónimo de dívida. Uma parte do valor pode ter sido paga a pronto, enquanto o restante pode estar distribuído por vários anos ou depender de variáveis de desempenho. Para se conhecer a dívida real, seria necessário saber que montantes já foram pagos em cada nova operação.
Em suma, embora a liquidação de mais de 84 milhões de euros seja uma notícia positiva, a fotografia financeira completa só será conhecida quando os compromissos assumidos no último mercado de verão forem incorporados nas contas do clube.
Artigos Relacionados: