Laporta e Messi com a Taça do Rei conquistada pelo Barcelona em 2010 - Foto: IMAGO

Laporta: «Não tenho medo que Messi fale»

Candidato à presidência do Barcelona acredita que versão do pai do avançado será igual à sua

Em plena campanha eleitoral para a presidência do Barcelona, Joan Laporta assegurou não temer que Lionel Messi ou o pai, Jorge, se pronunciem sobre o falhado regresso do argentino ao clube, desmentindo as recentes acusações de Xavi Hernández, que ao La Vanguardia disse ter sido o ex-presidente a travar a possibilidade de o avançado voltar a Camp Nou.

Questionado na rádio COPE se temia uma intervenção pública do jogador ou do pai do mesmo, a propósito do tema, Laporta foi categórico: «Não, de modo algum.»

«Estou convencido de que diria o mesmo que eu, porque a conversa foi a que foi, a não ser que mudem as versões. Mas não creio que mudem, porque com o Jorge sempre nos entendemos», afirmou, acrescentando que o foco deve estar nas eleições: «O que também não queremos é desviar a atenção daquilo que interessa aos culés, porque agora elege-se o presidente e a direção, e neste contexto o que o Xavi diz não acrescenta absolutamente nada. Se me roubou algum voto? As urnas o dirão.»

Laporta criticou duramente as declarações do antigo treinador, por si demitido em 2024, acusando-o de ser instrumentalizado por Font e de tentar perturbar o processo eleitoral. «Por isso não entendo o que diz o Xavi. O Leo tinha de voltar depois da sua passagem pelo PSG, o Jorge Messi veio a minha casa e disse-me que estariam melhor em Miami do que na Arábia ou em Barcelona, onde teriam muita pressão. Isto só tenta distorcer as eleições. Não é verdade o que diz o Xavi», esclareceu.

O candidato aproveitou para justificar a demissão do técnico, recordando as suas próprias palavras. «O Xavi diz que relaxaram e ele mesmo reconhece os motivos por que prescindimos dele. Disse que o Barça não podia competir com o Real Madrid, disse-me que lhe tinham deturpado as palavras e o Deco avisou-me de que queria mudanças no plantel... e eu telefonei-lhe», explicou Laporta. «Quando o Xavi diz que se vai embora no final da época, começámos a mexer-nos e o Flick começou a estudar o clube. Chega o final da época, o Xavi diz que quer ficar e eu digo-lhe: 'Bem, acreditas nesta equipa?'. Ele diz-me que a vai tornar campeã e depois diz o que diz», concluiu.