Mundial
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Em Palm Beach há uma casa portuguesa, com certeza
WEST PALM BEACH — A cerca de 30 minutos do quartel-general de Portugal, a pátria fez-se carne e sotaque. Foi ali que deparámos com alguns dos elementos da pequena mas orgulhosa comunidade portuguesa de West Palm Beach. Vestidos a rigor com as cores do País que viu nascer a maioria deles há mais de 60 anos, estes emigrantes de rija têmpera juntaram-se na Sociedade Cultural Luso-Americana do condado de Palm Beach. O pretexto era forte: assistir e vibrar com as emoções do jogo particular da Seleção com a Nigéria, o último teste de fogo antes do arranque oficial do Mundial.
Nas mesas da associação, o aconchego fazia-se com umas fatias de pão a empurrar umas iscas com elas, cozinhadas com o preceito e o vinagre que só a memória sabe replicar a milhares de quilómetros de distância. Mas o verdadeiro banquete foi de afetos. Quando as primeiras notas de A Portuguesa ecoaram nas colunas de som da sala, o tempo parou na Florida.
Caíram lágrimas de uma saudade antiga e pesada, daquelas que apertam o peito sobretudo durante o hino nacional. Para quem está longe, este espetáculo de Ronaldo e companhia é muito mais do que futebol; é o cordão umbilical que os prende à terra mãe.