Barcelona goleia no dérbi e aumenta vantagem no topo da LaLiga
MADRID — O Barcelona acabou com todas as dúvidas sobre quem será o campeão da LaLiga. Ganhou o dérbi frente ao Espanhol e ficou com nove pontos a mais que o Real Madrid, quando apenas faltam sete jornadas para o fim da competição.
Nas suas recentes declarações, Hansi Flick deu a entender que nas duas competições que disputa a sua equipa a prioridade é ganhar, na terça-feira, ao Atlético Madrid e passar às meias-finais da Liga dos Campeões. Mas a derrapagem do Real Madrid frente ao Girona convenceu-o de que o melhor era aproveitar a grande oportunidade que o Barça tinha ao alcance de deixar decidida, a seu favor, a conquista do título nacional.
O que fez o técnico alemão foi deixar no banco Cancelo, Rashford, Dani Olmo e Lewandowski, que, seguramente, serão titulares no Metropolitano, mas incluir na formação inicial jogadores tão influentes como Pedri e Lamine Yamal, que passou a ser o jogador mais jovem a atingir os 100 jogos na liga espanhola.
O dérbi de Barcelona entre o Barça e o Espanhol desperta sempre grande interesse dada a enorme rivalidade que existe entre os dois clubes. Este não fugiu à regra. Foi disputado com grande intensidade e com a emoção da incerteza do resultado até aos minutos finais, quando o Barcelona, com dois golos de rajada, acabou com todas as dúvidas.
O marcador começou cedo a funcionar: aos 10 minutos, Lamine Yamal lançou um pontapé de canto, o guarda-redes visitante saiu mal e Ferran aproveitou para, de cabeça, fazer o primeiro golo da tarde. O segundo, surgido um quarto de hora depois, foi também fabricado entre os dois jogadores. Lamine deu uma boa assistência a Ferran, que, com um toque subtil, bateu Dmitrovic, guarda-redes que, com boas intervenções, privou Eric Garcia e a Fermín de apontarem o terceiro tento. Chegou-se ao intervalo com o Barça a vencer por dois golos de diferença frente a um tímido Espanhol, que pouco atacou e só deu sensação de perigo num remate de Kike García que levou o esférico a bater na barra.
O Espanhol, que não sabe o que é ganhar em 2026, mostrou-se na segunda parte bastante mais agressivo. Apareceu com maior frequência no ataque, criando problemas à defesa local, mas foi Ferran quem voltou a marcar, golo que foi anulado por fora de jogo. Na jogada seguinte, aos 10 minutos do segundo tempo, o Espanhol conseguiu reduzir a diferença com um tento apontado por Pol Lozano. O que podia ter sido 3-0 transformou-se no 2-1.
A partir daí, o desafio passou a ser mais aberto, com o Espanhol procurando o empate, que quase conseguiu num lance em que Roberto só por centímetros, não chegou a um passe de bandeja, que parecia destinado a acabar com a bola no fundo da baliza de Joan Garcia.
O Barcelona, que perdera o controlo do jogo, mostrava-se inquieto e sofria frente à valentia e determinação do adversário. Até que, já nos minutos finais, tudo ficou decidido. No terceiro golo, os visitantes perderam no centro do campo uma bola que chegou aos pés de Lamine Yamal, que, isolado, ficou com tudo a seu favor para marcar. O quarto apareceu logo a seguir, numa jogada de ataque bem elaborada e concluída com um forte remate de Rashford, que fechou a conta de 4-1.
Demasiado prémio para o Barça e castigo severo para o Espanhol que pagou caro os erros cometidos nos três primeiros golos. Terminado o desafio, o público festejou a mais que provável conquista do título e, com os gritos de «Sim, pode-se», procurou dar ânimos aos jogadores, para que, na terça-feira, ganhem em Madrid e continuem na Champions.
João Cancelo entrou a meio da segunda parte, quando a equipa passava por dificuldades. Como sempre, ajudou no ataque, internando-se pelo lado esquerdo, e esteve perto de marcar na conclusão de uma magnífica jogada pessoal. Em poucas semanas passou de ser posto em dúvida a consagrar-se como elemento fundamental da equipa.
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