Alexander Bah festeja o golo do Benfica no Dragão - Foto: Catarina Morais/KAPTA +
Alexander Bah festeja o golo do Benfica no Dragão - Foto: Catarina Morais/KAPTA +
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Bah teve a cabeça que faltou a Lenglet e Sudakov pagou por isso (as notas do Benfica)

Benfica deve queixar-se mais de si próprio do que da arbitragem; FC Porto tem o mérito de nunca perder o controlo e continuar a ter no plantel um dos poucos jogadores que muda um jogo de futebol
A figura do Benfica: Bah (nota 7)

Voltou em pleno aos relvados depois de uma lesão contraída na Madeira, frente ao Marítimo. A concorrência aperta com a subida de rendimento de Banjaqui e a resposta num palco tão exigente como o Dragão foi de um lateral sem falhas, sempre muito seguro no 1x1 contra William, impedindo o golo a Gabri Veiga (28') e muito confiante nas saídas para o ataque, com autorização para se projetar no corredor direito. Pertenceu-lhe um dos lances mais perigosos do Benfica, aos 18', quando um remate de pé esquerdo ao ângulo superior esquerdo foi travado, de cabeça, por Pablo Rosario. O golo marcado, de cabeça, e antecipando-se a Diogo Costa, lendo na perfeição o passe de Prestianni, foi o ponto alto de uma exibição de quem ainda é dono do lugar. Por mérito próprio.

5 Samuel Soares — Um clássico de altos e baixos. Não se pode dizer que foi culpado nos três golos do FC Porto, mas fica a ideia de que havia algo mais a fazer no primeiro, a sair uma fração de segundo depois do que devia, e no terceiro, de Inbeom, viu a bola passar-lhe muito perto das mãos e da cabeça, apanhado de surpresa pelo gesto técnico do sul-coreano. Mas também salvou as águias, por exemplo, numa dupla intervenção brilhante aos pés de William aos 41', após um enorme erro de Circati, ou o passe aos 15' de costa a costa que isolou Rafa. Uma exibição que reflete o que se diz dele: muito potencial, mas ainda a somar erros de crescimento.

4 Tomás Araújo — Esqueceu-se de Gabri Veiga quando o espanhol fugiu-lhe nas costas para receber o passe de Pepê e fazer o 1-0. No lance do 3-1 não incomodou André Silva o suficiente para impedir o cruzamento para Inbeom. Compensou com outros cortes importantes na área que impediram o avolumar do marcador, isto já depois de trocar de lado na dupla de centrais após a entrada de Circati.

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3 Lenglet — Uma expulsão infantil de um jogador cuja experiência exigia outra frieza. Foi apanhado de surpresa por Froholdt no lance do primeiro amarelo e sabendo que já estava marcado nunca poderia ter uma reação intempestiva sobre André Silva. Manchou o clássico e prejudicou objetivamente a sua equipa quando o Benfica já perdia por 0-1.

5 Dahl — Foi demasiado evidente que o FC Porto tinha a lição estudada: quando o lateral-esquerdo sueco tinha a bola, a pressão dos dragões tornava-se asfixiante. Todas as equipas tentam sempre aproveitar as fragilidades do adversário e foi ali que os portistas identificaram uma porta de entrada. Não que tivesse sucumbido, mas também não se impôs nas saídas a jogar.

4 Aursnes — Fisicamente muito longe daquele jogador cujo pulmão era elogiado por Portugal inteiro. Notou-se nos detalhes: um segundo a mais a reagir nas segundas bolas, o passe que saía menos tenso do que o habitual. Ficou em campo até aos 73'. Tempo demais.

6 Palhinha — Travou um tremendo duelo físico e tático com Froholdt. O dinamarquês levou a melhor porque ganhou e marcou um golo, é certo, mas a exibição do internacional português voltou a ser marcada por uma dimensão que não se esgota em marcações individuais. A jogar em inferioridade numérica, mais a equipa necessitou dele — e respondeu a muitas solicitações. Mas ficou demasiado recuado no período em que as águias talvez precisassem de mais arrojo numa espécie de tudo ou nada.

6 Rafa — Uma excelente recuperação defensiva, já na área do Benfica, a impedir que Martim Fernandes surgisse em posição de golo, fazia adivinhar uma exibição de quem conhece todas as vertentes do jogo. Rafa já não é um jogador dos 10 sprints por partida em transições ofensivas (até porque esse também não é o estilo de jogo de Marco Silva) mas entende o que fazer em quase todos os momentos. Até à expulsão de Lenglet esteve em evidência na construção, destacando-se o cruzamento para Prestianni ameaçar Diogo Costa (13). Falhou, no entanto, a receção ao passe longo de Samuel Soares que poderia tê-lo colocado na cara de Diogo Costa.

5 Sudakov — O sacrificado por Marco Silva após a expulsão de Lenglet. Até esse momento estivera presente na maior parte dos lances de perigo dos encarnados, conduzindo o jogo da equipa de um lado para o outro. Mostrou, enquanto esteve em campo, maior agressividade sem bola do que o normal.

6 Prestianni — Apareceu aos 13' para cabecear por cima ao cruzamento de Rafa. Uma lesão aos 20' pareceu deixá-lo condicionado, mas voltou ao seu nível na grande jogada do 1-1, com um passe extraordinário que encontrou a cabeça de Bah.

5 Pavlidis — Andou demasiado longe da baliza. Ainda assim, quando ganhou espaço, obrigou Diogo Costa a grande defesa. No 2-1 do FC Porto deu demasiado espaço a Pablo Rosario.

4 Circati — Entrada a frio que podia ter gelado a equipa quando isolou William com um passe curto para Samuel Soares (41'), mas o guardião fez dupla intervenção de relevo. Faltou-lhe agressividade em lances divididos com André Silva. Ainda precisa de crescer.

4 Barreiro — Ficou mais a ver jogar, sem conseguir movimentos de rotura ofensivos.

4 Schjelderup — Demasiadas vezes apanhado em lances de 1x2, sem conseguir fazer a diferença.

4 Lukebakio — O mesmo com o belga no flanco oposto. Os dragões estavam avisados para o quer fizera em Milão...

- El Karouani — Sem tempo nem espaço para dar fluidez ofensiva ao flanco esquerdo.

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