John Textor, controverso empresário norte-americano - Foto: IMAGO
John Textor, controverso empresário norte-americano - Foto: IMAGO

Botafogo atravessa crise financeira e pode emprestar... reforços

Fogão atravessa momento delicado e funcionários questionam ausência de John Textor

O Botafogo atravessa o momento financeiro mais delicado desde que se tornou uma Sociedade Anónima de Futebol (SAF) no início de 2022. Além de estar impedido pela FIFA de inscrever jogadores por não ter pago ao Atlanta United a verba referente à contratação de Thiago Almada, o clube carioca, agora orientado por Martín Anselmi, ex-treinador do FC Porto, tem dívidas com o próprio plantel, adianta o Globoesporte, que acrescenta que os jogadores têm dois meses de direitos de imagem em atraso.

O Globoesporte explica que a remuneração dos futebolistas é dividida entre o salário (registado na carteira de trabalho) e os direitos de imagem. Enquanto os salários estão em dia, o mesmo não se pode dizer relativamente aos valores relativos à imagem.

Antes do encontro com o Volta Redonda, a direção do Botafogo reuniu-se com o plantel. Barboza, jogador do fogão, não escondeu o incómodo quando questionado sobre a renovação de contrato.

«Estou a falar com o clube, não há nada fechado. Tive várias propostas, mas a minha prioridade é ficar no Botafogo. Não quero sair, quero ficar. Há coisas que não dependem de mim. O clube primeiro tem de regularizar a situação para eu ter a certeza do que vai acontecer daqui para a frente. Ainda não há nada fechado», atirou.

De acordo com O Globo, alguns jogadores têm o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em atraso, e outros ainda aguardam o pagamento de prémios de assinatura. O prémio pela participação no Mundial de Clubes de 2025 também esteve durante meses por pagar. As comissões de algumas transferências também estão em atraso e vários empresários terão recomendado aos seus jogadores para não assinarem pelo Botafogo.

O Botaogo pretende cortar custos em todas as áreas, entre as quais a formação do futebol masculino, que tem a participação em torneios internacionais em risco, e o futebol feminino. Os funcionários falam num clima de insegurança e incerteza em relação ao futuro, queixando-se da ausência de John Textor.

Na atual janela de mercado, o Botafogo já vendeu Marlon Freitas (Palmeiras), David Ricardo (Dínamo Moscovo) e Savarino (Fluminense) e não estão colocadas de parte mais saídas. Apesar de já ter assegurado três reforços, o Botafogo está impossibilitado de inscrevê-los devido à sanção da FIFA e está numa corrida contra o tempo. Neste contexto, o conjunto carioca poderá ter de emprestar os reforços para que tenham ritmo de jogo até que a situação seja resolvida.