Paulo Fonseca, treinador do Lyon - Foto: IMAGO

Atenção, Paulo Fonseca: Lyon com folha salarial limitada

Marselha também sob controlo da Direção Nacional de Controlo de Gestão (DNCG)

A Direção Nacional de Controlo de Gestão (DNCG) anunciou, esta sexta-feira, as suas decisões relativas a Lyon, orientado por Paulo Fonseca, e Marselha, impondo aos dois clubes um controlo da massa salarial. O Marselha terá ainda limitações nas verbas para transferências.

O organismo que supervisiona as finanças do futebol francês tinha de se pronunciar sobre a situação contabilística dos clubes até 30 de junho. No caso do Marselha, a decisão tinha sido adiada, aguardando «elementos complementares». O clube procurou tranquilizar a DNCG com um plano de recuperação que incluía promessas de vendas de jogadores e a redução da folha salarial.

A resolução da situação do Marselha dependia crucialmente da intervenção do acionista Frank McCourt. De acordo com a RMC Sport, a DNCG não podia basear a sua decisão apenas em «perspetivas», necessitando de garantias financeiras do proprietário norte-americano para cobrir o défice ou assegurar um determinado montante caso as metas de vendas não fossem alcançadas. McCourt terá fornecido as garantias necessárias, resultando em sanções que se alinham com a política de austeridade que o próprio clube já se impunha: controlo da massa salarial e das verbas para transferências.

Por sua vez, o Lyon também viu a sua massa salarial ser controlada, uma medida associada à recente mudança de controlo acionista do clube. Esta decisão surge três dias após o anúncio da aquisição de 87,7% do capital da Eagle Football Group, a empresa detentora do OL, por parte de Michele Kang, por cerca de 26,3 milhões de euros.

A empresária norte-americana, que já é proprietária da equipa feminina OL Lyonnes, apresentou o seu plano de recuperação à DNCG na passada terça-feira. Numa conferência de imprensa, Michele Kang celebrou o desfecho. «É com imenso orgulho que anuncio o fim deste acordo para que a DNCG nos dê a possibilidade de permanecer na Ligue 1. Estou muito feliz por anunciar que sou acionista maioritária de um clube lendário», afirmou.

Kang descreveu o momento como «histórico» e agradeceu aos adeptos, à cidade e a todos no OL, afirmando que «a sua impaciência foi recompensada». A nova proprietária acrescentou: «Isto foi o maior desafio da minha vida pessoal e profissional. Mais de 100 advogados tornaram isto possível, naquela que foi a transação mais complexa das suas carreiras. Diz muito sobre o que alcançámos.»

Recorde-se que Michele Kang assumiu a direção do clube masculino em julho passado, juntamente com o alemão Michael Gerlinger, após a demissão de John Textor sob a ameaça de despromoção administrativa. Desde então, a norte-americana de 67 anos implementou uma política de austeridade, que incluiu a venda de vários jogadores de valor elevado, como foi o caso recente de Afonso Moreira, transferido para o Leverkusen por cerca de 30 milhões de euros.

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