Arbitragem (quase) perfeita no Dragão: a análise de Pedro Henriques ao FC Porto-Estoril

Miguel Nogueira decidiu sempre bem nas áreas, deixou jogar (20 faltas) e esteve sempre muito pedagógico. Assistentes em bom plano

4’ LEGAL: no golo dos dragões, marcado por Victor Froholdt, e na construção da jogada, no momento do passe de Borja Sainz para Pepê, que fez a assistência, este estava em jogo (7 cm), não havendo, portanto, qualquer infração à lei do fora de jogo.

25’ SEM VOLUMETRIA: Pepê cruza a bola, indo esta contra o braço direito de Tiago Parente. A bola veio de perto, de forma inesperada, e o braço estava junto e ao longo do corpo, sem qualquer volumetria não natural. Tudo legal e sem motivo para pontapé de penálti.

34’ PISÃO: Bednarek, ao falhar o domínio de bola e na tentativa de a recuperar, esticou a perna esquerda e cabou por pisar, de solar, o peito do pé esquerdo de André Lacximicant. Entrada negligente bem sancionada com o cartão amarelo.

45’ NA BOLA: no interior da área dos canarinhos, Rafik Guitane, com o calcanhar do seu pé direito, tocou claramente na bola, não rasteirando o seu adversário, que na ocasião era Gabri Veiga. Contacto posterior foi fruto do movimento de ambos. Decisão correta, sem razão para pontapé de penálti.

45’ Foram dados três minutos de tempo adicional, o que foi escasso face às incidências ocorridas no primeiro tempo: paragem para assistência médica a um adepto na bancada (2’); assistência médica no relvado a André Lacximicant (1’ 30’’); deslocação do árbitro à linha de meio-campo para advertir um elemento da equipa técnica; um golo e respetiva celebração; e a exibição de um cartão amarelo. O tempo de compensação adequado no final da primeira parte deveria ter sido de 5 minutos.

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52’ Martin Turk antecipou-se e afastou a bola com os punhos. Ato contínuo, Samu, que chegou atrasado e já tinha a perna direita armada, acabou por atingir com o pé as mãos do guarda-redes esloveno dos canarinhos, havendo ainda contacto na zona da cabeça. Falta atacante bem assinalada. Turk foi depois assistido pela equipa médica dos estorilistas.

59’ SEM PÉNALTI: quando a bola é passada para Samu, este já está a projetar-se para trás, dando-se ao contacto já em queda e com os apoios fora do solo, sendo que Andreou, na marcação e por trás, tocou na bola com o pé direito não rasteirando o avançado portista. Tudo legal.

70’ No momento do remate de Gabri Veiga, André Silva — que aproveitou a recarga e finalizou após defesa incompleta de Martin Turk — estava em posição regular, uma vez que tinha pelo menos dois adversários entre si e a linha de baliza adversária, não havendo qualquer fora de jogo. Golo dos azuis e brancos legal.

82’ NA CARA: com o braço direito bem levantado e de forma deliberada, Souza acaba por acertar em cheio no nariz/rosto de Pedro Carvalho, numa entrada e abordagem negligente e antidesportiva que deveria ter sido sancionada com o cartão amarelo.

90’ O árbitro concedeu três minutos de compensação, o que se revelou manifestamente escasso. Na segunda parte registaram-se diversas paragens que justificavam um período extra bem mais alargado. Importa recordar que esta competição contempla a diferença de golos como critério de desempate, além do prémio para o melhor marcador, pelo que a equipa de arbitragem não deve encurtar o tempo extra apenas porque o jogo já se encontra decidido, neste caso por 4-0 a favor dos dragões. Houve três golos na segunda metade, seis paragens de jogo para substituições (com a entrada de nove jogadores) e ainda quatro assistências no relvado a jogadores do Estoril (aos 50’, 52’, 82’ e 88’).

90’ De acordo com a Lei 3 (os jogadores, página 59), o protocolo relativo a substituições permanentes adicionais por concussão cerebral permite efetuar uma substituição extra, independentemente das cinco regulamentares. Para o efeito, o delegado da equipa levanta um cartão azul no momento da paragem, conferindo automaticamente à equipa adversária o direito a igual substituição adicional. Foi o que sucedeu com o Estoril (saída de Pedro Carvalho e entrada de Ricard Sánchez) e, dois minutos depois, com o FC Porto (saída de Nehuén Pérez e entrada de Alberto Costa).

A nota de Miguel Nogueira: 7

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