Auguato Fernández, da Yamaha
Auguato Fernández, da Yamaha

Moto GP: Yamaha recusa presença no GP do Qatar

Equipa japonesa fala em falta de segurança devido à guerra no Médio Oriente

A Yamaha anunciou que não vai disputar o Grande Prémio do Qatar de MotoGP, agendado para a próxima semana. A decisão da marca japonesa abrange a estrutura oficial e a equipa satélite Prima Pramac Yamaha, deixando de fora os pilotos Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e o piloto de testes Augusto Fernández, que iria substituir Toprak Razgatlioglu.

A tomada de posição foi justificada pela situação de conflito no Médio Oriente e as respetivas diretrizes internas de segurança como motivo para a ausência.

«Após a sua mais recente avaliação da situação no Médio Oriente, a Yamaha não encontrou motivos suficientes para modificar as restrições de viagens em vigor em toda a empresa. Em consequência, a Yamaha comunicou ao MotoGP Group a sua decisão de não participar no Grande Prémio do Qatar de 2026», explicou a marca nipónica, sublinhando a autonomia da decisão: «Esta decisão responde à avaliação que a Yamaha faz da informação atualmente disponível e é independente das medidas adotadas pelo MotoGP Group e pelo organizador do evento.»

O fabricante expressou ainda a intenção de regressar às pistas em Portimão (20 a 22 de novembro): «A Yamaha mantém o seu firme compromisso com o MotoGP e espera com interesse retomar a competição no Grande Prémio de Portugal.»

MotoGP alerta para consequências

A resposta dos responsáveis do Mundial de MotoGP não se fez esperar, com a organização a emitir um comunicado onde manifesta o seu desagrado e afasta a existência de riscos de segurança no Circuito Internacional de Lusail.

«O MotoGP expressa a sua desilusão perante a decisão da Yamaha de não participar no Grande Prémio do Qatar. Embora reconheçamos que a equipa está sujeita a uma política corporativa mais ampla que restringe as viagens ao Médio Oriente, consideramos que esta decisão não se ajusta às amplas garantias oferecidas a todas as partes interessadas do campeonato», referiu a entidade promotora.

A organização garantiu ter realizado consultas com o Estado do Qatar, com o próprio Circuito Internacional de Lusail e com consultores de segurança independentes, sublinhando que não foi recolhida «qualquer informação que justifique uma alteração dos planos previstos para o evento» e confirmando que todos os restantes fabricantes e equipas asseguraram a presença na prova.

Por fim, o MotoGP deixou um aviso claro relativamente a eventuais castigos para a formação de Iwata: «Além das implicações contratuais que a decisão da Yamaha acarreta para os seus acordos com o MotoGP e a IRTA, a sua ausência também tem repercussões desportivas; qualquer consequência neste âmbito será gerida pela FIM, de acordo com o regulamento do campeonato.»

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