Gattuso, treinador da Lazio
Gattuso, treinador da Lazio

Apesar do boicote dos adeptos, Lazio assina melhor arranque de sempre na Serie A

Gestão do presidente Claudio Lotito alvo de críticas. Em campo, a equipa de Gattuso está a voar

A Lazio continua a viver um momento memorável sob o comando de Gennaro Gattuso. Ao vencer o Parma por 2-1, no Olímpico, o emblema romano, que conta com Nuno Tavares e Diogo Leite, alcançou a sétima vitória em oito jornadas da Serie A e estabeleceu o melhor início de temporada da sua história no escalão principal, superando o registo da era dourada de Sven-Goran Eriksson (1997-2001).

Com 22 pontos somados em 24 possíveis, os biancocelesti instalaram-se no topo da tabela, em igualdade pontual com o Inter, que bateu a Fiorentina também por 2-1.

O percurso invicto da formação orientada por Gattuso no campeonato inclui triunfos sobre Juventus, Bolonha e Génova, além de uma igualdade frente ao Milan. Com 16 golos marcados e apenas cinco sofridos, a equipa ostenta a melhor defesa da liga e uma das mais sólidas da Europa.

Este sucesso desportivo contrasta com o ambiente nas bancadas do Olímpico, onde parte dos adeptos mantém um boicote de protesto contra a gestão do presidente Claudio Lotito, a quem acusam de falta de investimento. Ainda assim, a equipa tem contado com forte apoio nas deslocações e fora do recinto.

Apesar do momento histórico, Gennaro Gattuso mantém o discurso cauteloso e prefere valorizar a postura do grupo e a gestão física facilitada pela ausência de jogos a meio da semana.

«Esta equipa está em grande forma, fisicamente no topo. Gosto do seu espírito. Nunca devemos jogar de forma lenta, caso contrário não somos tão perigosos como quando estamos no nosso melhor nível. A classificação não depende de nós. Vamos continuar a caminhar e logo veremos onde estaremos no final», afirmou o treinador italiano, que também agradeceu o apoio recebido: «A cada jogo estão mais 200 a 300 pessoas a assistir. É preciso manter a humildade Estou satisfeito. Evoluímos nestes dois últimos jogos. A tabela? Vamos manter esta dinâmica, temos de encarar um jogo de cada vez.»

O antigo treinador do OM e ex-selecionador de Itália detalhou ainda a importância do descanso na sua metodologia de trabalho: «Jogar uma vez por semana dá-nos vantagens porque podemos ter cargas de trabalho pesadas e dar descanso à moda de Inglaterra. Dei 20 dias de recuperação aos rapazes em três meses, precisamente porque trabalhamos com grande intensidade. Quando falo em recuperação invisível, refiro-me ao repouso, para que voltem frescos e mais lúcidos.»

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