Central quer aproveitar o Mundial para continuar por perto do ex-colega do City; motivação extra de ganhar em Mundial de despedidas

«Anos especiais e memórias incríveis»: Rúben Dias e o adeus de Bernardo Silva ao City

Central brinca que ainda vai trocar quarto individual no Mundial pela companhia de alguém «especial»; «chego fresco e cheio de vontade ao Mundial», garante; última dança de Ronaldo é motivação extra para todos

— Este vai ser o Mundial das últimas danças, Messi pela Argentina, Modric pela Croácia e, claro, Cristiano Ronaldo por Portugal...

— Vamos ver… [risos]

— … é a competição que todos querem ganhar, é a que falta ao Ronaldo e ao futebol português. Como é que encaram esse contexto?

— É fator extra de motivação. Seria um prazer para todos nós podemos proporcionar esse momento a ele, a nós próprios, a todo o Portugal, às nossas famílias. Não representa pressão extra, representa, sim, uma vontade ainda mais especial de fazer parte [do Mundial] e de chegar lá para ganhar.

— Esta também parece que vai ser a última oportunidade de jogar em conjunto com o Bernardo Silva durante algum tempo… Vai pedir para partilhar o quarto com ele para atenuar essas saudades após tanto tempo juntos no Manchester City?

— [risos] Temos quartos individuais, mas se calhar ainda dou ali um toquezinho para passarmos mais tempo juntos... Vai ser especial também por isso. Ainda agora falava na possibilidade de ser o último Mundial do Cris, vai para mim também ser um momento especial com o Bernardo, vamo-nos separar após tantos anos, anos especiais e memórias incríveis, e ele sabe perfeitamente o quão especial é para mim e também isso trará mais um sentimento especial a este Mundial.

— Após época com menos títulos no City, a fome para o Mundial é ainda maior para tentar fechar a temporada com chave de ouro?

— Sim, e falava há pouco de um contratempo ou outro que tive no final desta época, mas gosto sempre de ser muito positivo na minha vida e acredito que há que transformar qualquer coisa de negativo em algo positivo e para mim isso foi todo este tempo. Mesmo depois de já estar disponível e não ser opção, foi para mim um momento de… 'ok, deixa-me elevar, olhar para a big picture e perceber que tenho aqui momento perfeito para me preparar para o que aí vem'. Porque normalmente se um jogador chega cansado, sobretudo mentalmente, a esta altura do ano, eu chego fresco e cheio de vontade e sem dúvida que isso para mim é importante.

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