Francesco Farioli deve operar várias mudanças na equipa - Foto: FC Porto
Francesco Farioli deve operar várias mudanças na equipa - Foto: FC Porto

Ambição na Taça da Liga, o talento de Mec, Mide convocado e o Académico de Viseu: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto fez a antevisão do jogo com os viriatos

Francesco Farioli mudou o 'chip' da equipa para a Taça da Liga, depois do triunfo em Barcelos sobre o Gil Vicente no campeonato. O treinador dos dragões quer manter o pleno de vitórias no plano interno das competições e, nesse sentido, quer eliminar os viriatos da prova.

— Nova competição, novo livro a ser tirado da prateleira, Taça da Liga em perspetiva, frente a uma equipa que dificultou muito o FC Porto em casa, depois também vêm aqui de uma vitória no campeonato em Alvalade, já olhos nos olhos com equipas mais superiores. O que é que é preciso o FC Porto fazer para que esta formação não faça mais história?

— Não, acho que o que disseste é, tudo está correto. O jogo no campeonato que nós jogámos contra o Académico já foi um jogo difícil. E, e depois da derrota que eles tiveram contra nós, eles juntaram como que uma sequência fantástica de resultados. Sabem quantas palavras simpáticas gastei com eles antes de jogarmos lá. E, e acho que eles estão a provar que a minha avaliação estava estava correta. E, claro, agora digamos que os resultados também estão a dar esta, esta prova. Por isso, claro, para amanhã vai ser um jogo diferente. E temos de estar de estar preparados para o que o jogo vai vai exigir e com certeza mais uma vez eles vão chegar aqui muito bem preparados. E do nosso lado, claro, para, para ir com tudo como sempre.

— Não querendo menosprezar nem a competição nem o adversário, tendo em conta este contexto muito denso de competição em que o Porto está envolvido, são três dias em três dias, três competições diferentes, será um bom jogo para lançar Smalling, Prpic e eventualmente o Gabriel Mec?

— O calendário onde estamos é, com certeza, muito exigente. Sabemos disso como quando se está num grande clube. Estes são os padrões para os jogadores, para nós, estarmos dia após dia em frente a uma competição, neste caso uma competição diferente. E, claro, numa época longa estamos sempre, estamos sempre conscientes da importância do grupo, da coesão do grupo e de ter toda a gente física e mentalmente pronta para render. E acho que nos últimos, já tivemos este ano um par de exemplos muito claros de, como antes de jogar com o Rio Ave, o Martim Fernandes lesionou-se no, no dia antes da, no último treino e o Nehuén Pérez substituiu-o e marcou o golo. No outro dia no aquecimento o Óskar Pietuszewski teve um pequeno problema, o Borja entrou e decidiu o jogo. Por isso, jogamos a um nível onde toda a gente tem de estar pronta, toda a gente tem de estar a um certo nível para ter as suas oportunidades. E, claro, há momentos em que precisamos de lhes dar a oportunidade de, de ficarem prontos. E acho que é isso que estamos a fazer e, e os jogadores, eles estão lá para para mostrar as suas qualidades.

— A Taça da Liga jogada numa altura no inverno dentro da competição como é a Liga e a Liga dos Campeões com final, Final Four em janeiro, inícios de fevereiro. Até que ponto é que valoriza esta competição?

— Não, nós demos valor aos jogos, a todos os jogos que jogámos. Digo sempre que para nós, a forma como preparámos o primeiro jogo particular no no verão durante a pré-época, ou quando preparámos na época passada os quartos de final da Liga Europa, preparámos o jogo com a mesma atenção, com o mesmo desejo e com o mesmo compromisso. Por isso, é isto que vamos fazer também para o jogo de amanhã.

— FC O Porto tem mais Ligas dos Campeões do que Taças da Liga. Isto leva a algum desejo especial do treinador e do grupo de querer vencer esta competição?

— Mais uma vez, é, para nós o logótipo da competição não faz a diferença na forma como nos preparamos sempre da melhor forma. Claro que há momentos diferentes, momentum diferente, como disse, a necessidade também de ter como que todos os jogadores a um certo nível para para para serem capazes e estarem prontos para render. A época vai ser muito longa, e é isto que precisamos de ter em consideração, mas sempre dando a devida atenção e o devido peso a todas as competições e a todos os jogos que vamos jogar.

— Ontem estiveram vários jogadores da equipa B presentes no treino, e também dois jogadores da equipa de sub-19. O que é que achou do seu desempenho no treino e se poderá convocar alguns jogadores e serem aposta para o Académico de Viseu?

— Agora, quanto a eles, na realidade nós nós chamámos todos os jogadores da formação porque, claro, tendo, tivemos como que um jogo bastante grande em Barcelos, além de outro grande jogo que se jogou há poucos poucos dias. Por isso, alguns jogadores tiveram mais um dia extra de descanso ou de recuperação aqui no Olival, mas não no relvado. Por isso, nós nós levámos mais alguns jogadores do que o habitual da da equipa secundária e dos sub-19 para ter uma sessão tática adequada no relvado. A partir de hoje toda a gente estava de volta à, com a equipa. Agora o único jogador que estará connosco é o Mateus Mide porque como sabem na frente na ala estamos um pouco curtos, por isso para, sim, para termos os números adequados e a qualidade adequada, o Mide é o único jogador que vem connosco para o jogo de amanhã.

— Queria-lhe saber se já tem uma previsão de quando o William Gomes e o Oskar Pietuszewski podem voltar à equipa?

— É bastante difícil dar uma data precisa. Na realidade, estamos então a falar de duas situações. Portanto com o William é um, digamos, momento de gestão da dor. O jogador está a melhorar, já está a trabalhar também no relvado, portanto é um jogador que tem uma condição física muito boa, por isso assim que a dor for controlável está pronto para estar de volta com a equipa e, claro, esperamos que o mais rápido possível. Quanto ao Oskar, não é nada de muito grave, mas claro este pequeno espasmo ou problema que de tempos a tempos vai surgindo exige do nosso lado claro um certo nível de atenção. Espero que o vamos recuperar também muito em breve porque a lesão não é grande, mas claro o que aconteceu na última paragem das seleções, não termos os jogadores aqui connosco para ter como que um momento adequado de condicionamento. Infelizmente afetou o regresso dele a jogar e a render. Portanto, sim, estamos a cuidar dele e também claro o nível da competição onde ele está a entrar exige uma adaptação. Acho que todos estes pequenos problemas estão relacionados com isto, mas espero que ele esteja de volta nos jogos antes da próxima paragem internacional.

— Relativamente ao Gabriel Mec, é um jogador que se está a adaptar a uma cultura diferente, um país diferente. Gostava de saber como é que está a trabalhar: como extremo, como segundo avançado, o que é que vê nas qualidades dele, o que é que ele pode dar, dotar o FC Porto...

— Primeiro que tudo, estamos a falar de um jogador talentoso e dotado e essa é a parte mais importante, desculpem, é uma parte importante, a mais importante. A sua velocidade de adaptação ao contexto e honestamente, esta é a parte em que fiquei mais surpreendido, porque é um jogador que se ajusta muito rápido às exigências que nós temos, o desejo de trabalhar coletivamente, de fazer o esforço quando é necessário e no par de jogos particulares onde já teve alguns minutos connosco. Isto foi algo verdadeiramente notável. Em termos de posição, acredito que seja um jogador que pode jogar na ala, e acho que a exibição dele no outro dia na Youth League prova que ele tem a capacidade e tem características para jogar para jogar aberto como extremo. Claro, o historial recente dele no Brasil também diz muito como um jogador que pode jogar por dentro, como um número 10, duplo 10. Por isso, é um jogador que tem, digamos, as habilidades e a e a fisicalidade também para jogar em diferentes posições. Por isso, só precisa de encontrar o seu ritmo adequado, e, claro, esperar pelo seu momento e pela sua oportunidade para mostrar todas as suas qualidades.

— A opção na Taça da Liga, como aconteceu no ano passado, do guarda-redes, se vai manter no Cláudio Ramos? E já agora, como é que olha para o facto de as claques do FC Porto não poderem estar presentes no jogo devido a um castigo que foi imposto?

— Sobre o onze, vamos vamos esperar por amanhã. Acho que é uma resposta razoável da minha parte guardar os titulares. Sobre o facto de os nossos adeptos não estarem presentes, ou parte dos nossos adeptos, não estarem presentes, é, claro, algo que nos deixa tristes, mas segundo percebi o resto do estádio vai estar cheio. Por isso, a voz habitual que nós recebemos das duas alas precisa de ser de alguma forma recriada a partir das 45 mil pessoas que vão estar no Dragão.

— A Taça da Liga no ano passado, na sua época de estreia em Portugal, foi a competição que pior correu ao FC Porto. Devido a este facto, existe uma motivação especial em em conseguir uma melhor prestação este ano? O jogo contra o Vitória de Guimarães também serviu como um alerta? E pergunto se, dada a profundidade do plantel, se está melhor servido esta temporada?

— Sobre a época passada, claro, quando se joga numa competição onde se está dentro ou fora é sempre é sempre diferente porque não se tem, digamos, qualquer tipo de segunda oportunidade para dar a volta. E a história da época passada foi muito clara. Um jogo que foi muito bem jogado na primeira parte e depois um par de acontecimentos, grandes acontecimentos, puseram o jogo numa numa direção diferente. E isto é, penso eu, uma lição em cada jogo com eliminação direta e contra adversários que claro vêm para fazer o jogo da vida deles. Não é apenas sobre a extensão do plantel ou a profundidade do plantel, mas é sobretudo ter jogadores numa certa numa certa condição para estarem para estarem prontos a jogar. Sabe que alguns dos jogadores que chegaram, sobretudo nos últimos dias do mercado, não chegaram nas condições ideais. Passados poucos dias têm de sair novamente para os compromissos internacionais e depois, como sabe, jogar de três em três dias não é assim tão fácil de combinar sempre as exigências táticas com as necessidades físicas para recuperar toda a gente, embora tenhamos sido bastante criativos para tentar fazer jogos particulares logo a seguir ao Betis. Noutros momentos para tentar ganhar e dar a devida rodagem a toda a gente. Por isso, isto é para mim como que a parte mais importante, é ter uma avaliação adequada da condição de todos os jogadores e também como sempre para tentar escolher aqueles que estão prontos a render e dar o devido contributo à equipa.

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