Henrique Rocha atinge top-100 mundial: «Sinto-me mais ambicioso...»
O ténis português vive dias históricos e Henrique Rocha escreveu, esta semana, o seu nome na galeria dos melhores de sempre da modalidade no país. Ao ascender ao 100.º posto da hierarquia mundial ATP, o jovem portuense tornou-se no nono tenista luso a garantir um lugar na prestigiada elite dos cem primeiros de singulares.
Esta proeza surge num contexto sem precedentes, com Portugal a contar pela primeira vez com três representantes em simultâneo no top-100 de singulares — Nuno Borges no 53.º lugar e Jaime Faria no 57.º —, contingente que se alarga a quatro elementos se for contabilizado Francisco Cabral, atual 27.º do ranking de pares.
«Estou muito feliz por estar no top-100. Era um dos objetivos deste ano. Sem dúvida, que é um marco importante. Significa muito para todos os jogadores e para mim também», sublinhou o jovem atleta.
Com um palmarés que já inclui 11 títulos internacionais, cinco dos quais de categoria Challenger — com três troféus erguidos na presente temporada —, Henrique Rocha destacou a relevância coletiva e individual desta marca.
«Estou muito contente por fazer parte dos três primeiros top-100 em simultâneo no ténis português. É sinal do bom trabalho que temos feito e, falando de mim mesmo, é bom ter estes resultados pela qualidade de nível que tenho vindo a jogar. Sinto-me mais ambicioso para continuar a crescer», frisou o tenista à Federação Portuguesa de Ténis que, aos 22 anos, 6 meses e 21 dias, é o terceiro português mais jovem a quebrar esta barreira, atrás somente de Nuno Marques (20 anos, 11 meses e 23 dias) e de Jaime Faria (21 anos, 6 meses e 18 dias).
Apesar do feito histórico, o foco mantém-se no futuro e na evolução contínua da carreira. «É apenas mais uma etapa neste caminho e o mais importante é que todo o trabalho, dedicação e esforço estejam a ser compensados a pouco e pouco. É bom passar por estas metas para pensar noutros voos, para alcançar coisas ainda mais bonitas», concluiu.
Com esta atualização, Henrique Rocha junta-se a um lote restrito do ténis português que integrava João Sousa (28.º), Nuno Borges (30.º), Jaime Faria (56.º), Gastão Elias (57.º), Rui Machado (59.º), Fred Gil (62.º), Nuno Marques (86.º) e Pedro Sousa (99.º).