Nova Zelândia está na final pela 5.ª vez (IMAGO)

'All Blacks' arrasam Argentina e estão na final do Mundial

'Pumas' consentiram sete ensaios dos neozelandeses e perderam por 44-6. Este sábado, 20 horas, realiza-se a outra meia-final entre Inglaterra e África do Sul

A Nova Zelândia, n.º 2 do ranking mundial, bateu a Argentina (7.º), por 44-6, numa meia final em que chegou aos primeiros quarenta minutos com 14 pontos de diferença (20-6) e disparou para 38 no final ao marcar sete ensaios, três deles no primeiro tempo, não tendo sofrido um. É a primeira finalista da 10.ª edição do Campeonato do Mundo e defrontará, dia 28, o vencedor do confronto deste sábado (20 horas) entre Inglaterra e África do Sul.

Após ter atingido a nona meia em Mundiais, a seleção neozelandesa passa a registar o recorde de cinco finais em Campeonatos do Mundo (um feito que só a Inglaterra pode igualar caso bata os sul-africanos) e pode ser a primeira nação a vencer quatro títulos Mundiais.

Em Paris, os All Blacks esmagaram os Pumas, que falham pela terceira vez a final (após 2007 e 2011) e são, a par de Escócia e Gales, um dos três países que nunca conseguiram dar o passo seguinte para os 80 minutos de luta pelo título mundial.

Ainda dentro dos recordes, Will Jordan (31 toques de meta em 31 internacionalizações) tornou-se o terceiro jogador num mundial a fazer um hat trick de ensaios e ultrapassou oito vezes a linha da felicidade, tantas quantas John Lomu e Julian Savea.

Ainda do lado All Black, Samuel Whitelock, 152 jogos pela Nova Zelândia e o mais internacional, passa a ser o primeiro jogador do mundo a atingir três finais (2011, 2015 e 2023) depois de ter sido o primeiro a somar quatro meias-finais.

Na segunda vez na história dos mundiais (a última, em 2007, igualmente a França) em que as meias-finais são disputadas por equipas que terminaram a fase de grupos no segundo lugar, os Pumas, de Michael Cheika, marcaram os primeiros três pontos - penalidade de Emilliano Boffelli (3’) - e só uma vez mais repetida pelo mesmo pé (33’). Foram 10 minutos na frente do marcador, altura em que Will Jordan, a máquina de ensaios Kiwi, abriu o livro e começou a escrever a sua história, cinco pontos que nasceram de um alinhamento, uma das armas neozelandesas.

Se um trio de ensaios (3-0) separava os Kiwis do XV das Pampas ao intervalo, o campo inclinou na totalidade no sentido da linha de 22 da Argentina (sem reação no segundo tempo), um terreno em que cada vez que a Nova Zelândia visitava saia de lá, pelo menos, com cinco pontos. Will Jordan (2), Shannon Frizell e Aaron Smith dilataram a vantagem e fecharam as contas do quarto triunfo All Black em confrontos nos mundiais (1987, 2011, 2015 e 2023) com os Pumas que vão lutar pelo 3.º lugar.