Sporting: a surpreendente referência de Rui Silva na baliza
Rui Silva, guarda-redes dos leões e uma das peças fundamentais da estratégia defensiva de Rui Borges, foi convidado especial do Futebol Arte, programa da Sport TV, um espaço onde aproveitou para abordar alguns aspetos mais técnicos e os nomes que serviram de referência para o seu crescimento.
«De grandes guarda-redes que tenho memória no Sporting? Vários... desde Peter Schmeichel, Nélson, Tiago... que agora é meu treinador de guarda-redes e também Rui Patrício que é uma grande referência», começou por dizer o guardião leonino, que abordou o ‘estilo’ do guarda-redes português.
Cada vez mais um guarda-redes é um jogador de equipa, muito mais solicitado, antigamente apenas servia para defender. Agora tem de ter uma leitura da profundidade, saber construir... enfim. Na minha opinião Ter Stegen é um dos mais completos
«Cada vez se consegue distinguir mais. No meu tempo, quando iniciei, não se falava tanto em guarda-redes. O meu primeiro treinador nessa área foi com apenas 18 anos e não tive aquela escola necessária. Sabia defender mas não estava identificado com as partes técnicas que são cada vez mais importantes», reforçou.
Olhando para fora de portas, um nome é destacado pelo leão. Um nome que lhe enche as medidas. Joga no Barcelona e dá pelo nome de Ter Stegen. «É uma referência. Cada vez mais um guarda-redes é um jogador de equipa, muito mais solicitado, antigamente apenas servia para defender. Agora tem de ter uma leitura da profundidade, saber construir... enfim. Na minha opinião Ter Stegen é um dos mais completos. Um grande modelo para todos os guarda-redes», identificou.
Rui Silva também falou das dificuldades que sentiu quando chegou ao Betis. Um salto de gigante em tudo.
«Faz sentido quando se fala de guarda-redes de equipa grande. Estive muitos anos no Nacional da Madeira e no Granada, equipas onde tive de me adaptar a uma forma diferente, pois eram os adversários que tinham posse e tinha mais trabalho. Quando cheguei ao Betis foi diferente e no início custou-me bastante. Com uma defesa muito mais subida, a controlar a profundidade, mais leitura...E qualquer deslize é fatal. Ficamos muito tempo sem participar no jogo e quando eles vão à nossa baliza temos de estar lá! É preciso manter o foco e concentração para ser eficaz. Esta posição tem muito a ver com isso: eficácia», disse.