Carlos Alcaraz vai disputar a sua terceira final ATP desde o Open dos Estados Unidos      Fotografia Imago
Carlos Alcaraz vai disputar a sua terceira final ATP desde o Open dos Estados Unidos Fotografia Imago

Alcaraz e Shelton vão decidir quem brilha no Masters de Paris

Tendo eliminado Casper Ruud, vai ser a 38.ª final do espanhol, a 11.ª em torneios Masters 1000 e a sexta na presente época. Desta feita contra o norte-americano que ultrapassou o francês Luca van Assche

Carlos Alcaraz (3.º do ranking ATP) e Ben Shelton (4.º) vão disputar o título do Masters de Paris. O espanhol, segundo cabeça de série, garantiu, este sábado, a presença na sua terceira final desde o US Open ao superar o norueguês Casper Ruud (23.º) por duplo 6-4, marcando encontro com o norte-americano, número três do torneio, que precisou de uma reviravolta no parcial decisivo para afastar o francês Luca Van Assche (47.º) por 5-7, 6-3 e 6-4.

O embate decisivo na capital francesa terá um sabor especial para Alcaraz, que lidera o confronto direto com Shelton por 3-1, mas saiu derrotado do último duelo, numa maratona noturna nos quartos de final do US Open terminada às 3.33 horas. «Quero muito a desforra contra o Ben. A última vez foi um encontro bastante duro. Vou tentar fazer coisas diferentes em pequenos momentos, momentos importantes, que provavelmente não fiz bem da última vez», sublinhou o espanhol.

Depois de ter anulado dois pontos de encontro frente a Taylor Fritz na sexta-feira, Alcaraz assinou uma exibição tranquila diante de Ruud, adversário que já venceu em sete de oito partidas. Sem enfrentar qualquer ponto de break, fechou o encontro com um ás e parte em busca do quinto troféu da temporada — após ter conquistado Viena no passado domingo — e do 29.º da carreira.

Por sua vez, Ben Shelton teve de sofrer para carimbar o passaporte para a final. O finalista vencido do US Open viu-se em apuros quando Van Assche, tenista não cotado que conquistou no Estoril o único troféu do seu palmarés e se estreava em meias-finais de torneios Masters, quebrou o seu serviço com um passing shot de direita na linha para se adiantar por 3-1 no terceiro set.

A reação do norte-americano foi categórica: venceu quatro jogos consecutivos perante o desgaste físico do gaulês e fechou a reviravolta, rubricando o seu 19.º ás a caminho do 5-3 antes de selar o apuramento com o serviço.

«Sei que vai haver sempre uma pequena oportunidade que posso aproveitar. Se conseguir ter coragem, continuar a segurar o meu serviço e manter-me colado ao adversário, sinto que há uma pequena janela», explicou Shelton, que apontou também à mudança tática durante o encontro: «Cometi uma quantidade significativa de erros não forçados de direita no primeiro set e, no fundo, o meu objetivo a partir daí foi cortar esses erros não forçados e usar a velocidade do court a meu favor. Encontrei mesmo um grande ritmo.»

À semelhança do seu adversário na final, Shelton procura na capital francesa o quinto título da temporada e o oitavo do percurso profissional, estando igualmente na corrida pelo seu terceiro troféu Masters, depois de ter vencido por duas ocasiões em Montreal.

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