Ainda deram meia-volta, mas ficaram na mesma (crónica)
Ainda havia espectadores a entrar no anfiteatro riomaiorense e já Fábio Veríssimo tinha apontado para a marca dos 11 metros: Maracás derrubou Cassiano (1') no interior da área, mas, chamado à conversão do castigo máximo, o experiente ponta de lança brasileiro denunciou o remate e permitiu a defesa de André Ferreira.
O momento de desilusão não afetou por aí além a equipa lisboeta e, pouco depois, Rafael Brito deu mais uma prova das intenções casapianas. Porém, o remate do médio formado no Benfica tirou tinta ao travessão da baliza contrária (5').
Por esta altura, o Moreirense estava como que... atordoado. A formação orientada por Vasco Botelho da Costa demorou a entrar verdadeiramente no jogo e o melhor que pode dizer-se é que os minhotos foram felizes em não estarem em desvantagem quando começaram a reagir. Mas também não é menos justo dizer-se que quando o fizeram... dominaram. Com e sem bola.
Sendo que, em posse, tiveram mesmo a qualidade necessária para criarem situações de finalização. Duas praticamente seguidas. Primeiro foi Maracás a cabecear a rasar o poste (29'), na sequência de um cruzamento de Alanzinho, e, no minuto seguinte, foi a vez de Diogo Travassos testar a atenção de Patrick Sequeira, após solicitação da esquerda de Kiko Bondoso. O jovem lateral cedido pelo Sporting voltou a tentar a sua sorte, de meia distância, mas o tiro, entretanto prensado durante a sua trajetória, saiu à figura do internacional costa-riquenho dos gansos.
Começava a cheirar a golo. Que apareceu, efetivamente, mas... para o Casa Pia. E com elevada nota artística: cruzamento de Larrazabal e Cassiano, junto à marca de penálti, rematou à meia-volta para um golaço. O capitão dos casapianos teve arte suprema para se redimir do penálti que falhara logo a abrir o desafio e levou os visitados em vantagem para os balneários.
Após o reatamento, o Moreirense voltou a carregar e Dinis Pinto viu o cabeceamento passar a milímetros do poste direito.
A festa dos verdes e brancos — ests domingo, de laranja— do Minho acabaria mesmo por ser feita ao minuto 61. Alanzinho, de penálti — o VAR alertou Fábio Veríssimo para ir ver um lance em que Abdu Conté tinha tocado a bola com o braço na área —, fez o 1-1.
No último fôlego, Afonso Assis ousou a reviravolta, mas o cabeceamento saiu à figura.
O Casa Pia somou mais um ponto na sua caminhada, o Moreirense segue tranquilamente na metade superior da classificação.
As notas dos jogadores do Casa Pia:
Patrick Sequeira (6), João Goulart (5), Khaly (5), David Sousa (5), Larrazabal (6), Rafael Brito (5), Seba Pérez (5), Abdu Conté (4), Jérémy Livolant (5), Cassiano (6), Korede Osundina (5), Iyad Mohamed (5), Dailon Livramento (5), Pedro Rosas (-), João Marques (-) e Tiago Morais (-).
As notas dos jogadores do Moreirense:
André Ferreira (6), Dinis Pinto (6), Gilberto Batista (5), Maracás (4), Álvaro Martínez (5), Mateja Stjepanovic (5), Rodrigo Alonso (5), Diogo Travassos (6), Alanzinho (6), Kiko Bondoso (5), Luís Semedo (5), Afonso Assis (6), Leandro Santos (5), Nile John (5), Landerson (5) e Francisco Domingues (-).
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia)
Entrámos bem e conseguimos criar desconforto ao Moreirense. Mesmo depois do penálti falhado, soubemos pegar no jogo e criámos algumas situações até fazermos um golo, após uma jogada fantástica. Defrontámos uma excelente equipa, mas ficou a sensação de que poderíamos ter levado mais alguma coisa...
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense)
Controlámos praticamente tudo o que estava a acontecer. O problema foi que em algumas situações adormecemos e isso é aquilo que dá confiança ao adversário, sendo que neste caso nos custou um golo sofrido. Tivemos algumas aproximações perigosas, mas também não consigo dizer que merecíamos claramente ganhar.