Handre Pollard foi o herói da África do Sul (IMAGO)

África do Sul na final do Mundial

Springboks derrotaram (16-15) a Inglaterra nesta noite de sábado e no próximo, dia 28, defrontam a Nova Zelândia no jogo decisivo

Em 10 Campeonatos do Mundo, a África do Sul chega à quarta final nos oito Mundiais em que participou (1987 e 1991 estiveram de fora), sendo que ergueu sempre o troféu Webb Ellis quando chegou ao jogo decisivo (foi assim em 1995, 2007 e 2019, duas delas diante de Inglaterra, Japão-2019 e França-2007).

No Stade de France, Paris, e sob muita chuva, a seleção da Rosa liderou até ao minuto 78, altura em que uma penalidade de Handre Pollard (MVP da partida) deu a cambalhota no marcador. Uma reviravolta que veio do banco, 10 minutos antes, por intermédio do único ensaio da partida, autoria de RG Snyman.

Ao intervalo, a Inglaterra liderava por 12-6, quarenta minutos iniciais sem direito a qualquer ensaio por parte de cada uma das nações. Owen Farrel, capitão inglês, registou uma eficácia de 100 por cento ao concretizar os quatro pontapés aos postes (3’, 10’, 24 e 39’) e somar a totalidade dos pontos marcados pela Rosa na primeira parte.

Do lado dos Springboks, marcaram Manie Libbok (21’) e Handre Pollard (35’), dois médios abertura. O primeiro foi titular, saiu lesionado, e entrou o segundo, bem a tempo de vestir a pele de herói.

No regresso dos balneários, Farrel aumentou a vantagem (15-6), mais uma vez pelo pé, desta vez por pontapé de drop (a imitar George Ford no primeiro jogo frente à Argentina, e Jonny Wilkinson, no Mundial de 2003, que venceram).

Aos 60 minutos o selecionador sul-africano, Jacques Nienaber, já tinha colocado em campo os oito suplente e foi através  dessa bomb squad, força dos avançados, que colocou a África do Sul colada aos ingleses, com Snyman e Pollard a entrarem em cena e a serem decisivos.