Endrick e Afonso Moreira construíram os lances dos golos que deram a vitória ao Lyon no Parque dos Príncipes - FOTO: Imago
Endrick e Afonso Moreira construíram os lances dos golos que deram a vitória ao Lyon no Parque dos Príncipes - FOTO: Imago

Afonso Moreira e Endrick arrasam PSG (crónica)

Foi perfeita a estratégia de Paulo Fonseca na visita ao Parque dos Príncipes. O Lyon foi letal a sair em rápidas transições e nunca se deixou surpreender quando foi obrigado a defender. Nota de preocupação para a lesão de Vitinha

Endiabrados. Endrick e Afonso Moreira foram dupla perfeita e levaram o Lyon a vencer no Parque dos Príncipes. Um golo e uma assistência para cada um numa noite em que a estratégia de Paulo Fonseca foi perfeita e assim chega o treinador português ao terceiro lugar, entrando em zona de Liga dos Campeões.

Começou com mais bola o PSG, mas bastaram sete minutos para a conclusão de que foi aposta ganha de Paulo Fonseca colocar como dupla de ataque Afonso Moreira e Endrick. O passe do português é excelente, a movimentação e remate do brasileiro irrepreensíveis.

Surpresa no Parque dos Príncipes, o campeão a ser apanhado em falso e aos 12 minutos foi Abner, com um remate espetacular, a ficar perto do segundo.

A surpresa aumentava aos 18 minutos e novamente com a dupla atacante a entender-se às mil maravilhas. Inverteram-se os papéis e um passe preciso de Endrick permitiu a Afonso Moreira isolar-se e com toda a calma do mundo marcar o segundo do Lyon.

Aos 33 minutos surge um penálti muito duvidoso, Gonçalo Ramos avança para marcar, mas apesar do disparo ser forte, o guarda-redes Greif evitou o golo. Nada corria bem à equipa de Luis Enrique e a pios notícia foi mesmo a lesão de Vitinha, que foi substituído a assusta nesta que é altura de todas as decisões importantes da época.

O PSG voltou dos balneários sem agressividade, sem conseguir criar perigo, mas do outro lado deixava o Lyon de ter capacidade para ferir o campeão com as transições rápidas do primeiro tempo.

O primeiro lance de perigo para o PSG apareceu já depois de Luis Enrique mexer na equipa. Kvaratskhelia isolou-se, mas permitiu a defesa a Greif. Ficava o aviso. E a melhor oportunidade haveria de ser construída graças ao génio de Dembelé, com remate cruzado que levou a bola a bater no quina do poste com a barra.

O lance despertou finalmente o PSG, que criou vários lances de perigo e acabaria por reduzir num dos últimos lances do jogo, com finalização perfeita de Kvaratskhelia.