Análise de Rui Borges à derrota do Sporting (1-2) com os viriatos

A «intranquilidade», as críticas e o título: tudo o que disse Rui Borges

Treinador leonino lamentou o resultado, mas recusou deitar a toalha ao chão no que à luta pelo campeonato diz respeito. Admitiu a falta de confiança da equipa e abordou a insatisfação dos adeptos

— Foi um daqueles jogos em que tudo o que podia correr mal correu. O que podia ter sido diferente?

— A intranquilidade, acima de tudo. Entrámos num jogo em que o Académico vinha defender. Sabíamos que era perigoso em bolas longas, segundas bolas e em ser eficaz com os três homens da frente. Na única aproximação que tiveram, acabaram por fazer o 1-0 e a equipa ficou um pouco intranquila, naturalmente. Porque vínhamos de um jogo menos conseguido na Liga dos Campeões, porque no último jogo em casa empatámos... Dois resultados não positivos em Alvalade, o que acabou por criar alguma desconfiança nas tomadas de decisão, principalmente no último terço. Mesmo assim, a equipa foi tentando, foi abusando dos corredores laterais, porque sabíamos que em zonas centrais eles iam estar bastante fechados. Fomos tentando várias aproximações, às vezes com mérito do adversário em conseguir tapar e defender a baliza, outras vezes com demérito nosso, que não finalizamos da melhor forma e saímos penalizados. Na segunda parte, o Académico volta à única aproximação que tem a fazer o 2-1, e é natural que haja intranquilidade. Mas não posso apontar falta de vontade à equipa, mas infelizmente não foi possível.

Galeria de imagens 31 Fotos

— O Sporting já está a nove pontos da liderança, está a chegar ao final da linha no Sporting?

— Estou aqui para falar do jogo, que não foi muito bem conseguido. Não foi por falta de energia, foi por falta de capacidade de finalização. Infelizmente, estamos a nove pontos, não queríamos estar, mas estamos. Não temos sido capazes, em alguns jogos, de sair vitoriosos, que é isso que queremos. E uma equipa como o Sporting, obviamente, não está satisfeita por estar a nove pontos do líder do campeonato.

— Depois do resultado, dos assobios e dos lenços brancos, sente que os adeptos mereciam um pedido de desculpas?

— A insatisfação dos adeptos é natural. Estamos num grande clube. Perdemos em casa e há três jogos que não vencemos em Alvalade. A insatisfação faz parte.

— Continua a sentir que tem forças e condições para continuar?

— Estou focado no treino de amanhã já, porque tenho jogo terça-feira. A insatisfação é natural, compreendo-a, mas vivo bem com ela.

— Vai colocar o seu lugar à disposição? Acredita, ainda, que o Sporting pode ser campeão?

— Vou treinar amanhã, às 11h30 da manhã, porque temos jogo na terça-feira. Em relação à segunda parte, acredito sempre. Por isso é que cheguei ao Sporting.

— Dois jogos seguidos em que o Sporting era favorito à vitória e não vence. Entende que a equipa possa ter subestimado os adversários?

— Não. Hoje, não foi esse o caso. Foi alguma intranquilidade, é compreensível. Enquanto treinador, o que posso fazer é passar e tentar ao máximo passar tranquilidade. É o que tentamos fazer. É natural que com o desenrolar do jogo, com golos que não estávamos à espera quando estávamos por cima do jogo, com os resultados menos positivos que tivemos em Alvalade nos últimos dois jogos, essa intranquilidade fosse aparecendo e nos levasse a tomar as piores decisões.

— Ainda se sente solução e porquê?

— Estou focado no próximo jogo, em trabalhar, que é isso que eu faço. Foi isso que me trouxe até ao Sporting, o meu trabalho, e é nisso que me foco. Vai haver fases boas, vai haver fases menos boas. Faz parte da vida.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...