A impotência que atormenta cónegos (as notas do Moreirense)
Defendeu enquanto pôde. Se tivesse segurado o penálti mesmo no final da primeira parte, teriam sido mesmo 45 minutos de sonho para o guardião formado no… Benfica, que, apesar dos quatro golos sofridos (não tem culpa em nenhum!) se mostrou sempre muito seguro não só entre os postes, como fora deles também. Jogo ingrato para André Ferreira, que é um guardião enorme.
A defesa bem tentou manter-se firme e só um penálti cometido por um ponta de lança a fez ceder. Maracás e Gilberto Batista são, por norma, uma dupla forte e segura, mas a liderança foi abaixo, com a qualidade da dianteira benfiquista. Nas alas, a irreverência tanto de Dinis Pinto (pela direita) e Francisco Domingues (pela esquerda) de nada valeu.
À frente da retaguarda, Stjepanovic apresentou-se bem à primeira titularidade da época. Ao lado estava Nile John, o protagonista do primeiro remate dos minhotos no encontro (4’).
Mais abertos, estiveram Rodrigo Alonso — ontem, mais encostado à direita, mas a desempenhar as funções com muita competência, como é apanágio, apesar de a posição mais habitual do espanhol ser ao centro e Landerson (à esquerda) — aquele que criou mais perigo aos encarnados: aos 48’ saiu do meio de Banjaqui e Rafa, pela esquerda, passou ainda por Barreiro e depois disparou à baliza. Voltou a acelerar muito bem aos 54’, mas nenhum companheiro o acompanhou.
Na frente, viu-se um Manuel Mendonça muito móvel e um Alexandre Parsemain mais fixo. O último correu muito na frente, mas atrás fica associado, na história deste jogo, ao penálti do Benfica.