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A França é favorita mas Gyokeres deixa um aviso sério
França e Suécia vão defrontar-se nesta terça-feira (22.00 horas) pela primeira vez em 96 anos de Campeonatos do Mundo, o que só pela ocasião configura um momento histórico. Mas esta partida dos 16 avos de final será também um confronto entre duas equipas que, apesar de contarem nos seus plantéis com nomes de peso do futebol europeu e mundial, apresentam-se nesta competição em estados de forma e níveis de desempenho completamente diferentes.
Se a França terminou a fase de grupos como a melhor da prova (pleno de vitórias e melhor saldo de golos que a concorrência), os suecos (que para estarem no Mundial precisaram da Liga das Nações para o conseguir depois de uma qualificação desastrosa) terminaram em terceiro no grupo, ainda que tenham sido os segundos melhores dos oito terceiros classificados a seguir em frente (em pontos e saldo de golos).
Gyokeres, que reencontra o colega Saliba no Arsenal (o central francês foi poupado frente à Noruega devido a um problema lombar), acredita que os nórdicos podem surpreender. «Temos de estar ao nosso melhor nível, temos de ter uma organização defensiva quase perfeita e depois, claro, aproveitar as oportunidades que tivermos. Já vimos muitas surpresas neste torneio, é possível ganhar sendo os underdogs [não favoritos]», afirmou, em conferência de imprensa, esperando um duelo «divertido» frente ao colega em Londres. «No final, espero que seja eu a sorrir».
Lindelof desce para central
Entre os suecos há a expectativa de a dupla Gyokeres/Isak poder ter mais espaço frente a uma equipa ofensiva como a França, características que mais beneficiam o ex-avançado do Sporting, que neste Mundial soma três jogos, um golo e uma assistência. O «soco no estômago» que foi a goleada por 1-5 sofrida diante dos Países Baixos já «é passado». «Agora estamos numa fase totalmente nova», lembrou o panzer sueco.
Na formação dirigida pelo inglês Graham Potter só há a registar a ausência, por lesão, do central Isak Hien, o que deverá motivar o recuo de Lindelof do meio-campo novamente para o centro da defesa. Já no lado dos gauleses não há qualquer baixa e o selecionador, Didier Deschamps, está de regresso ao banco depois da ausência frente à Noruega devido à morte da mãe.
Nos últimos cinco confrontos, França venceu quatro e os suecos uma vez.