José Mourinho no banco durante o jogo com o Real Madrid da Liga dos Campeões - Foto: IMAGO

Em Espanha não há dúvidas: «Mourinho deixou de ser o 'Special One'»

Eliminação do Benfica na Champions League avolumou registo negativo do treinador português

José Mourinho estabeleceu um recorde negativo na Champions League, tornando-se o primeiro treinador da história a somar 10 jogos consecutivos sem vencer (seis derrotas e quatro empates) em fases a eliminar. A mais recente desilusão aconteceu ao serviço do Benfica, com a eliminação frente ao Real Madrid na passada quarta-feira, após derrotas por 0-1 na Luz e 1-2 no Bernabéu.

Deste modo, o diário espanhol Marca destaca assim as frustrações recentes do técnico português, que já levantou a orelhuda por duas vezes na carreira:

Mourinho já não é o 'Special One'. Pelo menos, na Champions League. O treinador que, contra todas as probabilidades, levou o FC Porto (2004) e o Inter (2010) a pôr fim, respetivamente, a 17 e 45 anos de seca na maior competição continental, perdeu a sua química na copetição.

Apesar de sucessos recentes noutras competições europeias, como a conquista da Conference League com a Roma em 2022 e a chegada à final da Europa League em 2023, a principal prova de clubes da UEFA continua a ser um obstáculo para o técnico português, destaca o mesmo jornal, recordando o registo negativo, e recente, de Mourinho em eliminatórias da prova milionária.

A presente época foi particularmente dolorosa, com Mourinho a ser eliminado duas vezes na mesma edição da Champions: primeiro na fase de qualificação, quando o seu Fenerbahçe foi afastado pelo Benfica, e agora nos play-offs, já ao comando das águias.

Apesar destes desaires, a Marca ainda recorda aquela que é a maior desilusão de Mourinho na Champions League, segundo o próprio. Aconteceu em 2012, quando o Real Madrid foi eliminado nas meias-finais, em casa, pelo Bayern, no desempate por grandes penalidades.

«Se tiver de escolher o pior momento, é essa eliminação com o Madrid. Éramos a melhor equipa da Europa. Teríamos ganho aquela final [com o Chelsea], não tenho dúvidas. E o mais cruel é que escolhemos para o desempate por penáltis o Cristiano Ronaldo, o Kaká e o Sergio Ramos. Eram uma garantia e o facto de aqueles que nunca falham terem falhado deitou-me abaixo», confessou o técnico no passado.