Rui Borges fez no Estádio José Alvalade a antevisão do jogo com o Galatasaray - Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges fez no Estádio José Alvalade a antevisão do jogo com o Galatasaray - Foto: MIGUEL NUNES

A confiança inabalável do Sporting, o desafio a Zalazar e Suárez na prisão, tudo o que disse Rui Borges

Treinador leonino fez a antevisão do jogo da 1.ª jornada da UEFA Champions League, com o Galatasaray

Cinco jogos, um empate e quatro vitórias, no campeonato lançam o Sporting para a UEFA Champions League, entrada direta dos verdes e brancos na fase de Liga, receção ao Galatasaray esta quarta-feira às 20h00 no Estádio José Alvalade.

Depois de um ano histórico na prova, 7.º lugar na fase regular, entrada a direito nos oitavos e queda apenas nos quartos aos pés do finalista Arsenal, vem aí mais uma edição com responsabilidade redobrada e expectativa elevada. Rui Borges fez no Estádio José Alvalade a antevisão do encontro. Eis tudo o que disse o treinador leonino.

— Tendo em conta a época passada na Champions, em que o Sporting venceu os cinco jogos em casa e o Galatasaray só ganhou um fora, podemos tirar alguma ilação ou já é outra época, já é diferente?

— São temporadas diferentes, já entraram e saíram jogadores... O Galatasaray é uma equipa muito experiente, penso que tem 29 participações na na Liga dos Campeões, o que mostra bem a experiência É equipa competitiva e quer ser dominadora, mete muita gente no processo ofensivo e é campeã do seu país. Coloca muita pressão na zona da bola. Mas o importante é que começamos em Alvalade e está toda a gente muito motivada para começar este trajeto. A ambição de jogar uma competição que é um sonho para todos também ajuda e acreditamos que vamos representar o clube da melhor maneira. É bom começarmos na nossa casa. A equipa está supermotivada para começar esta caminhada, com muita gente nova na competição mas com muita ambição. Vai haver erros mas a ambição vai levar a reagir a esses erros. E acima de tudo uma confiança inabalável em todo o grupo, que será capaz de fazer uma Liga dos Campeões à imagem do clube que representamos.

Suárez está de volta aos melhores momentos, que papel teve nessa reabilitação?

— Não é assunto. Reabilitar o Suárez? Até parece que saiu da prisão. Não é assunto e não houve caso algum.

Moncef Zekri ainda não foi opção e não se treinou, como está o processo de integração dele?

— Falhou o treino devido a um trabalho individual que estamos a fazer com ele. Li que ele era a nossa quarta opção. Nada disso! Observámos seis laterais esquerdos e ele foi sempre a primeira opção. Demorámos algum tempo a contratá-lo porque ele vinha de uma pequena lesão. Ele está bem, mas estamos a fazer um trabalho individual com ele, devido a essa lesão. Terá de ter paciência, para estar a 200 e não a 100 por cento.

— E João Simões? Já se treinou… pode ser opção?

— Estamos muito felizes pelo regresso do Simões. Está a recuperar, mas ainda não é opção para este jogo.

Zalazar tem estado abaixo do esperado? Espera mais dele?

— Esperamos mais dele e de qualquer jogador. Percebo o vosso lado, é o jogador mais caro da história do clube, mas não olho para ele dessa forma. Está num crescimento próprio, numa equipa diferente e com dinâmicas diferentes das que tinha no SC Braga. Estou feliz pelo comportamento dele e com o rendimento. Está cada vez melhor, percebe melhor os terrenos que tem de pisar, os colegas... tudo isso leva tempo. Acima de tudo, feliz por aquilo que tem sido. Claro que esperamos mais e ele vai dar mais. Acredito que ele fará os 16 golos na mesma. Vou meter pressão nele. É sempre um objetivo melhorar e não tenho dúvidas de que fará muitos golos e uma grande época.

— Na época passada disse que a Champions do Sporting era o campeonato, continua a ser assim, o objetivo mínimo é passar a fase de liga?

— Não, o objetivo é estar presente e dar continuidade à presença da equipa, representar o Sporting da melhor forma e ganhar ao Galatasaray. A nossa Champions será sempre o campeonato.

— Muita gente nova nesta prova, os reforços podem libertar-se na Champions ou por outro lado podem acusar a pressão?

— Sobre os jogadores estarem bem ou menos bem, toda a gente é treinador, toda a gente tem opinião... Estamos muito contentes com o rendimento de todos os jogadores que chegaram e com os que já cá estavam. Estamos superconfiantes.

— Pode este ser um ano zero?

— Queremos continuar o crescimento que temos feito nos últimos anos e competir com eles e mostrar que somos melhores.

— Teoricamente, o calendário ditou os adversários mais complicados mais para a frente. Sente que tem de pontuar nestes primeiros jogos para ganhar pontos já?

— A experiência que tenho na Champions é ainda pouca [risos], não tenho muita… mas sei que na Champions não há favoritos. No ano passado, jogámos com o PSG, que era campeão europeu e voltou a ser, que perdeu em Alvalade... Se calhar um por cento das pessoas dizia que isso ia acontecer… Focado é no Galatasaray.

— Há algumas baixas no Galatasaray: o Osimhen não joga, por exemplo. Tem assim menos dores de cabeça e conta com Rafael Leão a titular?

— Não preparámos de maneira diferente o jogo por esses motivos, porque o Galatasaray é uma equipa muito forte no processo ofensivo e supercompetitiva. Claro que o Osimhen é muito forte, mas têm muitas opções, o Yilmaz, o Rafael… O importante é estarmos ao nosso melhor.

Bodo/Glimt foi nomeado para equipa do ano, surpreende-o que o Sporting não esteja nessa nomeação, tendo em conta o que fez na época passada?

— Para nós foi uma grande época na Liga dos Campeões. Independente de estarmos nomeados, fomos reconhecidos pelo que fomos capazes de fazer. O Bodo/Glimt ganhou a vários favoritos e isso só valoriza o que fizemos, inclusive eliminá-los.

— Preparado para a forma de jogar do Galatasary?

— Estamos preparados para qualquer momento do jogo, seja em organização ou ataque rápido. O Galatasaray coloca muita gente no processo ofensivo e estamos preparados para explorar as transições. Mas também estamos preparados para aproveitar um momento mais baixo deles e atacar em organização.

— É possível apontar favorito?

— Não, porque não sei quem seria favorito. Em Istambul não seria fácil o ambiente, assim como em Alvalade também será forte. Queremos estar ao nosso melhor e é importante começar a sentir o carinho dos adeptos.

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