Alberto, defesa do FC Porto (Foto: Sérgio Miguel Santos)
Alberto, defesa do FC Porto (Foto: Sérgio Miguel Santos)

A cabeça de Alberto Costa e o joelho de Diogo Costa (a equipa do FC Porto)

Alberto lançou Pablo Rosario para o 2-1. Diogo evitou o 3-1 perto do fim. Azar de Thiago Silva no autogolo e expulsão de William Gomes aceleraram a derrocada
(7) Alberto
Entrou ao intervalo com uma missão clara: dar verticalidade, agressividade e largura a um corredor direito que tinha perdido gás. E cumpriu. Desde o primeiro minuto mostrou intensidade competitiva, atacando a bola e o espaço. Foi importante logo num momento-chave: ganha um duelo aéreo a Cassiano e assistiu, de cabeça, Pablo Rosario para o golo portista. Impediu saídas limpas do Casa Pia e ajudou a manter a equipa instalada no meio-campo ofensivo. Grande corte de cabeça em cima da linha de baliza, após remate forte de Livolant, teve enorme mérito técnico e concentração, mesmo acabando invalidado por fora de jogo. Nunca se escondeu do duelo físico com Abdu Conté, aceitando a luta corpo a corpo e, muitas vezes, levando a melhor. Com bola, foi mais simples e eficaz: menos floreados, mais objetividade. Procurou cruzar, aparecer em zonas de finalização e apoiar por dentro quando o jogo assim o pedia.

(7)              Diogo CostaJogo ingrato. Quase espectador até sofrer o primeiro golo, onde podia (e devia) ser mais assertivo no ataque ao cruzamento, acabando por encolher-se num lance decisivo. No 2-0, nada a fazer, vítima de autogolo após bola parada. Cresceu no pouco que teve para fazer na segunda parte e foi absolutamente decisivo aos 90’, com uma defesa de joelho a remate de Claudio Mendes que manteve o FC Porto relativamente vivo. Pertinho do fim, foi até à outra área, inspirando-se em Trubin, para tentar o empate. A bola não chegou lá.

(4)               Martim Fernandes Entrada prometedora, a dar largura e alguma iniciativa pela direita, mas o rendimento caiu rapidamente. Perdeu intensidade, deixou de ganhar metros e acabou por ser sacrificado ao intervalo. Um jogo que começou bem e acabou curto, sem impacto defensivo ou ofensivo relevante.

(4)               Thiago SilvaTentou assumir uma saída de bola limpa e algumas aberturas interessantes, mas fica inevitavelmente marcado pelo autogolo caricato, com o joelho, num lance de azar puro, mas também de má coordenação defensiva. Na segunda parte, apareceu mais vezes perto da área adversária e esteve perto de marcar num canto, com um remate surpreendente que obrigou Patrick Sequeira a grande defesa. Saiu quando o FC Porto já jogava tudo no ataque.

(5)               Bednarek Jogo discreto até ao intervalo, muito por culpa da escassa posse do Casa Pia. Ainda assim, a equipa sofreu dois golos com ele em campo e nunca conseguiu impor domínio absoluto na área. Seguro, mas sem liderança evidente nos momentos críticos.

(5)               Francisco Moura Muitas iniciativas na ala esquerda, mas quase sempre inconsequentes. Nunca conseguiu criar verdadeiro desequilíbrio ofensivo e, defensivamente, ficou ligado ao primeiro golo do Casa Pia, deixando-se antecipar no lance que origina o cruzamento. Jogo abaixo do que se exige a um lateral titular.

(7)               Pablo RosarioUm dos rostos da reação portista. Forte fisicamente, sempre disponível para aparecer em zonas de finalização e recompensado com um grande golo logo aos 53 segundos da segunda parte, a fuzilar à entrada da área. Antes e depois disso, muita presença, duelos ganhos e incursões na área, ainda que nem sempre com critério. Um dos poucos a jogar com alma.

(5)               Alan Varela Tentou mexer com o jogo através do remate de longe, num tiraço que passou muito perto, sendo importante a travar as poucas saídas do Casa Pia. Participou diretamente no lance do golo de Pablo Rosario, ganhando a bola antes da finalização. Menos influente do que o habitual na construção, mas cumpridor. Saiu relativamente cedo.

(5)               Gabri VeigaApagado durante largos períodos. Teve um remate perigoso ainda na primeira parte e outro, já na segunda, após excelente apoio de Samu, que só não deu golo por grande defesa de Patrick Sequeira. Faltou-lhe bola, espaço e continuidade para assumir o jogo como se espera de um criativo.

(5)               Pepê Muito pouco de interessante na primeira parte, sem rasgo nem critério. Melhorou ligeiramente após o intervalo, com mais agressividade e alguns cruzamentos interessantes, incluindo algumas bolas paradas. Ainda assim, ficou longe de ser decisivo e saiu a meio da segunda parte.

(4)               SamuExibição muito discreta. Pouco envolvido na finalização e pouco influente na ligação do jogo. Tentou ser apoio frontal, como no lance do remate de Gabri Veiga, mas passou demasiado ao lado do jogo. O FC Porto sentiu falta de presença na área.

(5)               Borja SainzTeve oportunidades para marcar, mas faltou sempre precisão ou equilíbrio, desde o escorregão inicial ao golo anulado por fora de jogo. Mostrou boa visão numa excelente abertura para Pepê, mas sentiu claramente o relvado pesado e nunca conseguiu adaptar-se totalmente às condições.

(4)               FroholdtAbaixo do nível habitual. Pouca intensidade, pouca influência, talvez condicionado pelo relvado pesado. Passou quase despercebido numa fase em que o FC Porto precisava de energia.

(1)               William Gomes Entrada infeliz e curta. Nada acrescentou ao jogo e acabou expulso de forma clara e justa, com uma entrada muito dura e perigosa. Um erro grave que condicionou definitivamente a reta final e que o deixa fora do clássico com o Sporting.

(4)               Deniz Gul Tentou dar presença na área e esteve perto do golo com um remate acrobático de belo efeito, travado por Patrick Sequeira. Pouco tempo em campo, mas deixou um sinal ofensivo.

(4)               Pietuszewski – Entrou num contexto quase impossível: relvado pesado, equipa em inferioridade numérica e Casa Pia completamente fechado atrás. Mostrou velocidade e drible curto, mas sem espaço nem tempo para fazer a diferença.