O árbitro de A BOLA analisa o lance decorrido ao minuto 30 do encontro entre dragões e escoceses. O juiz belga Jasper Vergoote nada assinalou, mas o banco do FC Porto protestou com veemência...

A análise de Pedro Henriques à arbitragem do FC Porto-Rangers

Embora tenha acabado por não ter impacto na vitória dos dragões ou na classificação, ficou um penálti por assinalar sobre Pepê

6’ — Sem fora de jogo. Dois momentos de análise no golo do Rangers, sendo o primeiro para perceber se havia irregularidade a nível de posição. Quando a bola é passada a Findlay Curtis, o ala, que tinha vindo de trás para a frente, já está em posição legal no momento do passe.

6’ — Ressalto. O segundo momento de análise no golo do Rangers acontece quando a bola rececionada pelo pé direito de Curtis acaba por ressaltar, de forma inesperada, para a mão esquerda, sem que tenha havido gesto deliberado, razão pela qual também não houve infração.

23’ — Fora de jogo. Antes do eventual braço de Mohammed Diomande no interior da área — e consequente penálti — há fora de jogo de Kiwior, que vai cabecear o esférico. Foi a primeira ação e infração, corretamente assinalada pelo árbitro assistente.

27’ — Sem mão. No golo marcado por Rodrigo Mora, na ocasião o do empate, quando o médio dos dragões faz a receção da bola, esta não tocou na mão/braço, apenas na zona da barriga, razão pela qual não houve infração e o golo do criativo portista foi considerado legal.

Positivo
Aa gestão disciplinar do jogo — apenas mostrou um amarelo — e a boa prestação dos assistentes ao nível do fora de jogo.

30’ — O facto de um jogador, ao disputar a bola com um adversário, tocar primeiro no esférico antes de um contacto posterior pode ser uma atenuante para não ser penalizado. No entanto, abordar um lance em tackle, com salto, velocidade e impetuosidade, apresentando a sola e os pitons, é sempre uma agravante — mesmo tocando na bola — se acabar por atingir o adversário, derrubando-o e, sobretudo, lesionando-o. No lance em concreto, Emmanuel Fernandez, com a perna direita esticada, saltou de longe em tackle e com impetuosidade; raspou com o calcanhar na bola, mas acertou em cheio, de sola e com os pitons, no pé/tornozelo esquerdo de Pepê. Ficou por assinalar um penálti e ficou por mostrar um cartão amarelo pela entrada negligente.

45’ — O árbitro concedeu três minutos de tempo extra em função dos quatro golos marcados no primeiro tempo e pelo tempo de espera pela análise do VAR a um possível penálti no lance com Pepê.

Negativo
Árbitro e, sobretudo, VAR, que num lance de área não interveio no sentido de reverter a decisão. O tempo adicional dado.

50’ — Relativamente às simulações, sobretudo quando são evidentes e grosseiras, os infratores, além de advertidos com o cartão amarelo, devem ver a sua equipa punida com um livre indireto. A lei refere, também, que não importa em que parte do campo ocorre a simulação (por vezes pensa-se que tal só se aplica na área, na tentativa de ganhar um penálti). A Lei 12 (Faltas e Incorreções) prevê a «advertência por comportamento antidesportivo sempre que um jogador tenta enganar o árbitro, simulando uma lesão ou ser vítima de uma falta (simulação)». Foi o que aconteceu quando Aarons se projetou para o solo e, abrindo a perna esquerda, procurou o contacto com a perna direita de Alberto Costa, que era o jogador mais próximo, numa tentativa clara, mas grosseira, de ganhar um pontapé de penálti. Esteve bem o árbitro, que não se deixou enganar e mostrou o amarelo ao jogador do Rangers.

90’ — Foram concedidos três minutos de tempo extra para recuperação de tempo perdido, o que foi insuficiente. No segundo tempo, houve a exibição de um cartão amarelo e seis paragens para substituições (entrada de nove jogadores). Embora a gestão do tempo não tenha tido impacto direto no jogo, poderia ter tido, dado que, em especial na última jornada, os golos marcados e sofridos podem ser decisivos na classificação e no resapuramento direto ou ida ao play-off. Por isso, deveriam ter sido concedidos, pelo menos, cinco minutos, uma vez que, por norma, se contabilizam 45 segundos por cada paragem para substituição.

A nota do árbitro (Jasper Vergoote, Bélgica, 34 anos) — 5
Árbitros assistentes — Michael Geerolf e Marijn Tiesters; 4º Árbitro — Kevin Van Damme; VAR/AVAR — Jan Boterberg/Paulus van Boekel.
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