40 anos de presidência
FOI em abril de 1982, precisamente no dia 17, que Jorge Nuno Pinto da Costa foi eleito presidente da Direção do FC Porto. No dia 23 ocorreu a tomada de posse do primeiro mandato. A partir dessa data tudo mudou a uma velocidade intensa, com uma mentalidade nova, determinada e confiante. Seguiram-se os troféus de vitórias nacionais e internacionais em várias modalidades e passados dois anos o clube atinge a final da Taça das Taças. Seguem-se mais títulos e começa um novo ciclo de grandes vitórias: Taças dos Campeões, Taça Intercontinental e Supertaça Europeia. Nada ficou como dantes. Uma nova fase de prestígio global. Além do único pentacampeonato no futebol português, seguem-se conquistas imparáveis e o reforço da imagem internacional do clube, como marca valiosa. Para além das vitórias, o presidente Pinto da Costa (sem esquecer o apoio imprescindível do treinador José Maria Pedroto), com os adeptos, conseguiu lutar contra um centralismo retrógrado e assim valorizar o País no seu todo. Criada a Futebol Clube do Porto, Futebol SAD, o clube consegue uma evolução indispensável que vai ter na construção do Estádio do Dragão um crescimento exponencial, iniciando nova fase de grande reconhecimento e novas vitórias nacionais e internacionais. Os complexos do passado, do País em relação a Lisboa, foram superados com a ação e as vitórias do FC Porto, que assim ajudou a mudar a forma de vivermos Portugal, com os mesmos direitos para todos. Essa primeira eleição tornou-se decisiva para o crescimento imparável do clube. O presidente e o FC Porto alcançaram um prestígio à escala global, sem deixar de manter o que nos caracteriza: somos uma família! Seguiram-se novos ciclos de vitórias nacionais e internacionais, bem como a construção do pavilhão, junto ao estádio. Em número de títulos em todas as modalidades, a presidência de Pinto da Costa alcançou mais de 80% do total, desde a fundação. O clube procura reforçar constantemente a sua mística, ultrapassar obstáculos que sempre surgem, alcançando metas que nos unem cada vez mais. O Museu no Estádio foi mais uma vitória fantástica pela inovação que trouxe. O mais titulado presidente do mundo é português, portuense de gema e sempre fiel à Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto.
Falar do FC Porto é obrigatoriamente falar do presidente, um exemplo universal, que muito nos orgulha e a quem endereçamos os mais sinceros votos de parabéns, bem como a nossa sincera e indestrutível amizade. Continuamos a tentar conquistar sempre mais títulos, nas diversas modalidades. Mas a maior ambição continua a ser a construção sistemática de um presente e futuro melhores, alicerçados num passado brilhante. As reações não são instantâneas nem impensadas porque tudo é planeado, ao pormenor. O presidente afirmou: «Esse é o meu sonho e a melhor alegria que eu possa ter quando sair, ver que o FC Porto vai ficar melhor do que aquilo que é.» Pinto da Costa não é só um grande presidente, ele é o FC Porto. Para podermos manter essa liderança herdada tem de haver uma sequência ao nível do clube. Sugiro Sérgio Conceição para presidente e Vítor Bruno para treinador principal, para se cumprir o desejo que o presidente manifestou. Mas porquê o Sérgio Conceição, perguntarão alguns. Porque o Sérgio revelou as características de Pedroto mas também as de Pinto da Costa: a personalidade coerente, a coragem de enfrentar os desafios, sejam quais forem, a tenacidade até conseguir o que pretende, mantendo o caráter que não permite centralismos sempre abusivos e inaceitáveis, utilizando a sua experiência, sabedoria, dedicação, perseverança e paixão pelo FC Porto, com a modernidade e a raça de Ser Porto, a persistência e entrega total às tarefas a que se dedica. Essa é uma sugestão com humildade, que penso poder ser uma aposta ganhadora de futuro para manter o clube no caminho do topo, inclusivamente nas competições europeias.
Pinto da Costa celebrou o 40.º aniversário na liderança do FC Porto
ESSE NÃOÉ O CAMINHO!
A UEFA passa a exigir, num novo licenciamento para as competições europeias, a obrigação de os clubes criarem escalões femininos. Sem impedir a participação nas provas europeias, os clubes que não tiverem futebol feminino sofrerão sanções monetárias. Por vezes a UEFA tem decisões retrógradas, ao não entender que a prepotência nunca dará frutos positivos. Pelo contrário, se o objetivo é potenciar o desenvolvimento do futebol feminino, em vez de ameaças é muito mais útil incentivar, apoiar, valorizar do que utilizar prepotência. Impor futebol feminino como obrigatório é erro pedagógico. Todos desejamos que o futebol feminino continue a crescer com sustentabilidade, porém essa mentalidade de obrigação e ameaça de multas não valoriza nada nem ninguém. A Comunicação Social divulgou uma ameaça e não uma perspetiva de desenvolvimento com entendimento. Ficam dúvidas sobre se não será caso para recorrer ao Tribunal Europeu por abuso de autoridade e limite à liberdade. Quanto mais alto for o cargo e a entidade, para obter resultados positivos, é urgente saber como motivar e fazer, pois todos queremos que o futebol feminino continue a desenvolver-se cada vez mais. Pelo autoritarismo, contrariam as mais elementares e positivas estratégias. Que o futebol feminino se desenvolva pela afirmação e apoio mas nunca por imposição! Inaceitável, a decisão da UEFA: esperemos que consigam consultar especialistas e construir pontes para navegar com tranquilidade. Pensem bem, pois como obrigação estão a desvalorizar o próprio futebol feminino, que dizem querer reforçar. Há realmente uma margem de progressão muito grande para o futebol feminino. Países que o querem desenvolver, além de muitos apoios aos clubes, investiram também nas infraestruturas para construir mais campos com qualidade e, por isso, não faltarão mais atletas e mais clubes, de forma natural e desportiva.
ASSIM NÃO!
P RATICAMENTE em cima da data do FC Porto e Sporting, para decidir um dos finalistas da Taça de Portugal, foram divulgados castigos que ao Sporting não prejudica e ao FC Porto são cirúrgicos. Todos sabemos que não há coincidências e que se trata de mais uma decisão do Conselho de Disciplina, cuja presidente manifestou, no passado, uma aversão pessoal ao presidente do FC Porto. É notória uma tendência que indicia eventual intenção de querer participar nesse jogo, de uma forma parcial, por mais argumentos que se possam apresentar. Para mim foi intencional, parcial e inaceitável a escolha da data para anunciar as sanções. Quem pretende eventualmente criar mais uma guerra entre clubes deveria colocar o cargo à disposição e sair com fair-play, o que parece praticamente impossível. O desprestígio para o nosso futebol nasce também dessas situações que vão aumentando e potenciando conflitos. Demissão seria o melhor golo para o futebol nacional.
FUTURODAS LIDERANÇAS
DISCUTE-SE se os modelos de organização dos clubes vão mudar profundamente. A questão de uma liderança coletiva não inviabiliza a força e importância do presidente. Não se trata de uma nova fase, mas antes de competência, capacidade de motivação, de estratégia e de decisão. Em termos nacionais, durante anos valorizou-se, muitas vezes, um presidencialismo de circunstância, colocando todos dentro do mesmo modelo. Porém, a liderança eficaz de um presidente não pode ser atitude de imitação, muitas vezes valorizado por hábito e não pelos resultados. O caso do Barcelona, cujo líder falhou redondamente ao colocar cerca de 35 mil bilhetes à venda, sem defender os adeptos locais, foi um erro enorme, certamente com efeitos no resultado e ainda por cima com abandono de adeptos do Barcelona. Ficou a ideia de o clube espanhol estar a jogar fora de casa. Não basta pedir desculpa, nem reconhecer o erro, que pode ter contribuído para a eliminação do Barça, é preciso pensar muito e bem, sempre em prol do clube, com decisões acertadas que defendam os seus interesses. A questão principal é a competência e capacidade de liderança, seja com uma governança conjunta ou com a decisão final sempre do presidente. Há presidentes e direções de clubes que resolvem as questões num improviso ou por reações a resultados negativos, como se fosse lógica essa forma: nunca é útil para ninguém. O conhecimento, a sagacidade, a capacidade de previsão e escolha não podem ser por palpites mas com a convicção de quem acompanha o futebol e consegue prever as oportunidades para avançar com segurança. Depois há os que são excecionais, que nasceram e se prepararam para liderar com eficiência.
REMATE FINAL
Parabéns à nossa Seleção de Andebol pelo brilhante apuramento para o Mundial-2023, com vitória excecional nos Países Baixos.
A Académica de Coimbra desceu à Liga 3. Tristeza mas também esperança que, o mais breve possível, com uma forte união, se consiga a força para que um dos clubes históricos possa voltar aos patamares que merece. A cidade tem de saber criar as condições para elevar o clube para onde deve estar. Coimbra tem de renascer para a dimensão que merece, sem divórcios mas antes com o rigor e a mobilização que permitem um desenvolvimento integrado. Eferreá, Académica.