Portugal recuperou o título Europeu de hóquei em patins em 2025
Portugal recuperou o título Europeu de hóquei em patins em 2025

10 momentos que marcaram as modalidades em 2025

Foram muitos os êxitos, quer individuais - destacados no artigo 10 atletas que marcaram as modalidades em 2025 -, quer coletivos, que agitaram o ano. As seleções lusas de desportos de equipa tiveram em particular destaque, chegando aos principais palcos, e com bom desempenho, em campeonatos onde a presença não é regular ou recuperando títulos que escapavam há várias edições. Mas também a nível individual aconteceram outros Momentos de Marcantes que vale a pena realçar. E vários ficaram de fora

2025 foi um ano para as modalidades a nível nacional que ficou longe de só viver do sucesso individual. As coletivas também deixaram marca, com a seleção de hóquei em patins a recuperar o título Europeu que escapava há três edições e o Sporting a arrebatar o primeiro título mundial de clubes.

No andebol os Heróis do Mar ficaram à porta do pódio num campeonato do mundo histórico e as seleções de basquetebol e voleibol regressaram ao Euro e Mundial, respetivamente, após anos de ausência.

Na canoagem, Fernando Pimenta não se cansa de subir ao pódio e Vasco Vilaça também conseguiu a sua medalha no mundial de triatlo. Francisco Cabral acabou o ano como 20.º do ranking de pares ATP, enquanto Miguel Oliveira deixou no ar a esperança de regressar ao MotoGP.

Heróis do Mar - Sabor acre e doce

Ao sofrer um golo a 19s do fim, Portugal foi batido pela França, por 35-34 (19-17), no jogo pelo bronze do 29.º Mundial de andebol. Ainda assim, o amargo 4.º lugar, só com mais uma derrota, na meia-final face à Dinamarca (40-27), que foi campeã, a Seleção Nacional registou a melhor classificação de sempre em seis participações no evento. Francisco Costa (54 golos) foi eleito o Melhor Jovem.

Seleção de hóquei - Fim a 9 anos de jejum

No 56.º Europeu, disputado em Paredes, que até começou com três derrotas de Portugal na fase de grupos, um golo de Rafael Bessa (já abrira o placard aos 14’) no último minuto da final contra França, fechou o marcador em 4-1 e garantiu à Seleção o 22.º título no campeonato, mais três do que a Espanha, lançando o início de uma festa que não era celebrada desde a edição de Oliveira de Azemeis-2016.

EuroBasket - Passo em frente

Trinta minutos e um ponto de diferença (52-51) foi a resistência máxima dos Linces nos oitavos do 42.º EuroBasket face à campeã mundial Alemanha, terminando com uma derrota por 85-58 na caminhada dos germânicos para o título. No evento pela quarta vez, nunca Portugal, então 56.º do ranking mundial (27.º continental) e que terminou no 15.º lugar, havia passado a fase de grupos e registado duas vitórias.

Mundial de clubes - Leões campeões

Ainda decorria o segundo minuto do prolongamento quando Alessandro Verona, que havia feito o 1-0 aos 12’, desfez a igualdade a 2-2 e assegurou a vitória frente ao Barcelona por 3-2 e o primeiro título do Sporting no Mundial de clubes em hóquei em patins. Edição em San Juan (Argentina), e na qual o Barcelos também subiu ao pódio ao derrotar os argentinos do Centro Valenciano (10-4).

Voleibol nas Filipinas - Com nível Mundial

De regresso a um Mundial, passados 23 anos, a 22 de setembro Portugal disse adeus ao campeonato nas Filipinas ao perder contra a Bulgária (0-3), que viria a ser vice-campeã. Um 16.º lugar que, com as vitórias face a Cuba (3-1) e Colômbia (3-2) na fase de grupos, deixou muito boa imagem no torneio e promessa de crescimento, mas não conseguiu superar o 8.º lugar na edição de Argentina-2002.

Mundial de bronze - Vilaça de raça

Apesar do atraso à entrada para o segmento de corrida, Vasco Vilaça cerrou os dentes e cortou a meta da finalíssima do circuito do Campeonato do Mundo de triatlo, em Wollongong (Austrália), no 5.º lugar. Posição que, juntando às três medalhas de prata conquistas em Yokohama, Hamburgo e Riviera francesa, o manteve no 3.º lugar do ranking (3690.12 pts) e assegurou o bronze mundial.

Par de sucesso ATP - Cabral abre caminho

Apostando, em abril, numa parceria com o austríaco Lucas Miedler (24.º), a 3 de novembro Francisco Cabral tornou-se, aos 28 anos, no melhor tenista luso de sempre num ranking ATP, chegando à 20.ª posição de pares. Menos 56 do que em 2024. Foi semifinalista em Roland Garros, jogou os quartos do Open da Austrália, ganhou os ATP 250 de Gstaad, Hangzhou e Atenas e disputou finais de Viena e Wiston-Salem.

Veloz e resistente - Pimenta não pára

Não foi o triplo pódio como desejava e acontecera em Duisburg-2023 (1+1+1), mas, aos 36 anos, Fernando Pimenta não deixou de assegurar o bronze do K1 1000m no Mundial de Milão de velocidade. Um mês depois, no Mundial de maratonas em Gyor, levou o ouro no K1 distância curta e no K2, com José Ramalho (foi bronze no K1). Três meses antes já arrebatara ambos os títulos no Europeu em Ponte de Lima,

7 anos no MotoGP - Último voo do Falcão

A 16 de novembro, ao terminar o Grande Prémio da Comunidade Valencia na 11.ª posição, última prova de 2025, Miguel Oliveira (Pramac Yahama) obteve a sua terceira melhor classificação da época e terminou o Mundial de MotoGP em 20.º (43 pts). Faz, para já, uma interrupção a sete temporadas na classe rainha do motociclismo de velocidade, em que ganhou cinco provas e subiu ao pódio outras duas vezes.

Eneacampeão WRC - Ogier iguala Loeb

Após ter vencido seis, incluindo Portugal, das 11 provas que participou (só não subiu ao pódio numa) das 14 etapas que compunham o Mundial de ralis, a 29 de novembro bastou ao francês Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris), com Vincent Landais, terminar em 3.º no Rali da Arábia Saudita para se sagrar campeão pela nona vez e igualar o compatriota Sébastien Loeb com os mais titulados de sempre.