Tudo o que disse Rúben Amorim na antevisão à visita a Tondela
Rúben Amorim (André Alves/ASF)

Tudo o que disse Rúben Amorim na antevisão à visita a Tondela

NACIONAL22.12.202318:59

Treinador do Sporting esteve em conferência de imprensa

Rúben Amorim esteve esta sexta-feira em conferência de antevisão à visita a Tondela e foram muitos os temas em cima da mesa, desde Gyokeres, a renovação de Catamo e ainda os restos do clássico.

Recorde tudo o que disse o treinador do Sporting

O Sporting tem vários cenários possíveis para garantir a final-four, é um grande objetivo da equipa? É também uma boa prenda de natal a renovação de Catamo? «Feliz Natal a todos. Sim, o Geny faz parte do nosso projeto, segurar os jovens jogadores, queremos tê-los o máximo de tempo possível connosco, havia aquela situação do passe do Geny, mas o treinador e a equipa técnica fica salvaguardada nesse aspeto. Vai crescer e vai ser melhor jogador do que é. Em relação ao jogo, é um objetivo irmos à final-four. Temos essa obrigação, com vários resultados possíveis, mas só pensamos na vitória e não podemos relaxar. Há muita coisa que temos de melhorar. Vamos ter um mês de janeiro muito difícil e todos os jogadores têm de estar preparados. É aproveitar cada minuto para fazer crescer a equipa, preparar o futuro e garantir a final four.»

Há alguma posição específica que queria ver a equipa reforçada? Um jogador como Edwards pode ser um alvo de mercado? «Acho que o mais difícil é substituir os jogadores que vão para as competições das seleções e por acaso jogaram os três no último jogo. O Coates e o St. Juste estão lesionados também, o que é uma grande preocupação porque temos jogado a maior parte dos jogos sempre com três centrais, mesmo quando fazemos a linha de quatro. O Geny tem feito a posição do Esgaio e também poderá ser um problema. O Morita também tem sido um jogador importante. As lesões é que podem ser um problema, não tanto os jogadores para substituit o Edwards. O Trincão tem o talento que tem, se calhar não tem o rendimento do ano passado, podemos juntar o Viktor com o Paulinho, temos o Pote na frente e outros miúdos na frente. Sabemos que não podemos comprar jogadores apenas para substituir esses jogadores que daqui a um mês estarão aqui. Quando voltarem acho que fica tudo mais calmo e tranquilo.»

Já disse que os jogadores a saírem saem pela cláusula. Olhando para Gonçalo Inácio e Gyokeres, preocupa perder estes jogadores em janeiro? É mais difícil gerir o balneário nesta altura? «Mexe com os jogadores, mas é normal, mexe em todos os clubes e temos de estar habituados a isso. Os jogadores em Portugal são vistos das outras Ligas e toda a gente quer os nossos jogadores porque têm um grande rendimento. Estamos preocupados com os jogadores que vão estar fora aquele mês e meio. Num mês e meio pode parecer pouco, mas são jogadores importantes para nós e pode decidir-se tudo, perdendo pontos nesse mês e meio em vários jogos. Temos a Taça de Portugal, a final four [da Taça da Liga] e vai ser um mês complicado. É a nossa maior preocupação e tentaremos arranjar soluções. Em relação ao Gyokeres e Inácio, será pela cláusula de rescisão. Preocupa o treinador porque não teremos tempo para salvaguardar essas posições e os jogadores que são para substituir esse tipo de jogadores normalmente não são vendidos em janeiro. Mas não estou preocupado, eles têm a cláusula de rescisão.»

Como é que se mantém o foco dos jogadores num jogo destes e se está à espera de utilizar jogadores da formação? «Alguns jogadores da formação vão jogar, mas já estão no plantel principal. Não haverá novidades da equipa B ou sub-23. É uma marca das equipas grandes. Acontece muitas vezes equipas de escalões inferiores são tomba-gigantes na Taça. Sabemos que temos que ganhar, não neste caso, mas sempre o jogo a seguir, porque todas as equipas grandes têm de ganhar para ganhar títulos. Não estou à espera que isso aconteça com a nossa equipa, porque eles sabem que não jogando bem poderão pôr em risco a sua utilização no jogo a seguir.»

Na última conferência falou de Sérgio Conceição e essa declaração foi vista como uma provocação. Considera que esteve mal? Daquilo que tem visto no futebol europeu, Gyokeres está entre os cinco melhores avançados do mundo? substituiu-o como o ídolo dos adeptos? «É um grande alívio porque houve muitas vezes em que quando se ganhava o treinador era o arquiteto e quando se perdia que os jogadores não eram suficientemente bons. Começando já por aí, para mim é um grande alívio e liberta-me muito a pressão porque é completamente injusto. Estou a dizê-lo aqui porque disse isso muitas vezes no balneário. Em relação ao Gyokeres, é muito subjetivo. Tínhamos de meter todos os outros avançados nesta Liga, nesta equipa, e as ocasiões que ele tem e cria para avaliar isso. É um jogador que chama muita atenção na europa como chama o Inácio e o Ousmane. É um dos grandes avançados. Para mim, está em primeiro lugar, juntamente com o Paulinho e todos os avançados que eu tenho. É um grande avançado, tem umas grandes características, chama muito a atenção e é apetecível na Europa. Em relação ao Sérgio Conceição, o que prova é que sou humano e não consigo sempre manter a calma. Eu considero-me muito bom a segurar-me, mas há dias em que não consigo, porque apanho as coisas a quente. Faz parte do jogo, mas acho que não faltei o respeito a ninguém. Se todos os problemas em Portugal fossem uma troca de palavras entre os treinadores... até alegra o vosso trabalho. Os jornalistas também têm de ter algo para trabalhar.»

As contas deixam-no mais confortável para poder gerir jogadores mais desgastados? Já conquistou três Taças da Liga e foi o seu primeiro troféu conquistado como treinador, é uma prova especial para si? «Eu valorizo todos os troféus, depois de no ano passado não ganharmos nenhum. É uma marca dos clubes grandes. Esta é uma oportunidade e nós valorizamos muito, enquanto equipa técnica temos um grande carinho porque foi o primeiro que ganhámos. Depois, ultimamente temos jogado contra grandes rivais, o que torna as coisas sempre especiais. Em relação às mudanças, a nossa grande preocupação é vencer o jogo e meter todos os jogadores ao mesmo nível. Depois temos a paragem do Natal, damos sempre um dia extra depois e um bocadinho mais de tempo para eles. Temos de ter uma equipa muito competitiva e testar coisas novas e preparar os jogadores para o que aí vem. Vão ver amanhã que há jogadores que têm feito os jogos todos e vão voltar a jogar. Queremos colocar todos os jogadores no mesmo patamar. Olhamos com muita atenção para todos, para ganhar este jogo e para ganharmos o futuro.»

Fabrizio Romano garantiu que Gyokeres fica no Sporting. Está mais tranquilo? E se Coates, Fresneda e St. Juste são as únicas baixas para amanhã? «Coates, Fresneda e St. Juste são baixas para amanhã. Em relação ao Gyökeres, o que eu sei é que sem pagarem a cláusula ele não sai. Se alguém pagar a cláusula muito bem, se não pagarem, eu confirmo essas palavras: não vai sair e vai ficar no Sporting.»

Geny Catamo e Diomande vão estar em Portimão? Há novidades do regresso de Coates e St. Juste? «Ainda não temos tempo para o Coates e o St. Juste. É a sensação dos jogadores, o dia-a-adia, o que eles vão mostrando e sentindo no treino. Não podemos dar uma data para o regresso deles. O que me foi dito é que até Portimão eles [Catamo e Diomande] estão. A partir do Estoril é que vamos perder esses jogadores. Até lá, se não acontecer nada, estarão todos aptos e prontos para ir a jogo.»

À pouco falou que Coates e St. Juste estão lesionados e isso é uma grande preocupação. É de um central que o clube precisa no mercado de janeiro? Mauro Couto, em definitivo, foi dedo seu? «Não passou tanto por mim, mais pelo Çelikkaya e Hugo Viana e obviamente que falaram comigo. De todas as vezes que treinou connosco nós gostámos bastante. Simplesmente quando me pediram a opinião foi favorável. Toda a gente esteve de acordo, mas o grande dedo é do Çelikkaya e do Viana. Em relação às contratações, vamos ver. Óbviamente que é uma grande preocupação essa posição. Temos um plano sempre para o presente e principalmente para o futuro. Temos que conjugar tudo e depois ir ao mercado. Poderá entrar alguém ou poderá não entrar. É uma das posições em que poderá haver alguma mexida.»