FC Porto fez uma grande exibição no Dragão Arena (FC Porto Sports)

FC Porto domina Benfica e fica a uma vitória do título

Dragões impuseram-se por vantagem esmagadora no jogo 3 da final do play-off da Liga e podem sagrar-se campeões no domingo, em casa

O FC Porto venceu o Benfica por expressivos 87-63, no jogo 3 da final do play-off esta sexta-feira no Dragão Arena e ficou a um triunfo de se sagrar campeão nacional de basquetebol. Os portistas dominaram o primeiro de dois clássicos em casa e podem conquistar o título no domingo, se voltarem a impor-se aos encarnados. 

Os azuis e brancos entraram determinados, abrindo com um parcial de 5-2 impulsionado por Cornelius Hudson, o homem que já tinha sido decisivo no segundo jogo da final, na Luz, onde assinou impressionantes 40 pontos. O norte-americano voltou a mostrar a mão quente desde cedo, contribuindo para um arranque em que o FC Porto rapidamente assumiu o controlo. Um triplo de Corey Allen elevou a vantagem para 10-3 e confirmou a superioridade portista nos minutos iniciais.

Com o Benfica a revelar muitas dificuldades para encontrar soluções ofensivas, a equipa da casa continuou a castigar a defesa encarnada a partir da linha de três pontos. Aos cinco minutos, o marcador já assinalava 14-6 para os dragões. A avalanche ofensiva ganhou ainda maior dimensão com os triplos de Vladyslav Voytso e Jhonathan Dunn, que ampliaram a diferença para 22-9 e depois para 27-11. Apesar da reação benfiquista nos instantes finais do período, o FC Porto encerrou os primeiros dez minutos na frente, por 27-13.

O segundo quarto começou exatamente onde o primeiro terminou: com os portistas a acertarem de longe. Voytso inaugurou o período com mais um triplo para o 30-13, enquanto o Benfica continuava sem conseguir desbloquear o ataque. Miguel Maria e Dunn juntaram-se à festa dos lançamentos exteriores e empurraram a vantagem para expressivos 38-16.

A resposta encarnada surgiu pela mão de José Silva, autor de um triplo que quebrou a inoperância ofensiva da equipa lisboeta. Apostando mais no jogo interior, o Benfica conseguiu finalmente encontrar soluções e assinou um parcial de 6-0 que reduziu a diferença para 40-25, sensivelmente a meio do período.

No entanto, quando parecia poder aproximar-se ainda mais, o conjunto orientado por Norberto Alves desperdiçou dois lançamentos exteriores que poderiam ter aumentado a pressão sobre os dragões. O FC Porto aproveitou para voltar a esticar a vantagem através de mais um triplo de Dunn, colocando o resultado em 45-29 e travando a tentativa de recuperação adversária.

Até ao intervalo, os encarnados conseguiram equilibrar as operações e reduzir parte do prejuízo, mas sem apagar o atraso acumulado no primeiro período. O marcador assinalava 47-35 ao descanso, deixando o FC Porto em posição confortável, embora longe de decisiva, numa partida que prometia emoções fortes na segunda metade.

O Benfica regressou dos balneários decidido a discutir o resultado. Broussard inaugurou o marcador na segunda parte da linha de lance livre e Crandall, com um triplo, lançou a melhor fase encarnada da partida. Em pouco mais de dois minutos, as águias reduziram a diferença para apenas oito pontos (49-41), reacendendo a esperança de uma recuperação.

Mas o FC Porto respondeu de imediato. Beneficiando de alguma desconcentração ofensiva do Benfica, traduzida em perdas de bola, os dragões voltaram a assumir o controlo do encontro. Nem um triplo de José Silva alterou a tendência crescente dos azuis e brancos, que estabilizaram a vantagem e voltaram a cavar um fosso significativo no marcador. Um triplo nos segundos finais do terceiro período permitiu aos portistas atingir os últimos dez minutos com uma vantagem de 15 pontos (64-49).

O derradeiro quarto confirmou a superioridade portista. Sem nunca perder o controlo da partida, o FC Porto geriu a vantagem com maturidade e continuou a explorar as dificuldades ofensivas do Benfica, que raramente encontrou soluções para atacar o cesto adversário. Com a confiança em alta e o apoio do Dragão Arena, os dragões foram aumentando gradualmente a diferença até transformarem o triunfo numa demonstração de força.

O final selou um expressivo 87-63 para o FC Porto, vencedor indiscutível de um clássico em que dominou praticamente do princípio ao fim, sustentado pela eficácia do lançamento exterior, pela consistência defensiva e pela capacidade de responder a todos os momentos de reação do Benfica.

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