Jovem reafirma agressão sexual de Dani Alves: «Pensei que ninguém ia acreditar em mim»
Julgamento de Dani Alves. Foto: EPA/ALBERTO ESTEVEZ

Jovem reafirma agressão sexual de Dani Alves: «Pensei que ninguém ia acreditar em mim»

INTERNACIONAL05.02.202417:04

Primeira sessão do julgamento do internacional brasileiro contou ainda com depoimentos de uma prima da vítima e de três funcionários da discoteca

Realizou-se, esta segunda-feira, a primeira sessão do julgamento de Dani Alves, antigo jogador de Barcelona, Juventus e PSG, que está a ser acusado de agressão sexual a uma mulher de 23 anos em dezembro de 2022, numa casa de banho de uma discoteca em Espanha. O internacional brasileiro está em prisão preventiva há 13 meses. 

Uma prima da vítima foi chamada a depor: «Estiveram muito tempo lá [na casa de banho]. Quando ela saiu, estava com uma cara feia… Perguntei-lhe se estava bem. Só disse ‘vamos!’. Ela disse que o Dani Alves lhe fez muito mal. Que tinha ejaculado dentro dela… A minha prima não dorme, toma medicação. Antes não era assim. Tem tomado antidepressivos, não trabalha, só sai de casa quando insistimos muito. Choramos dia sim, dia não», referiu, confirmando que a jovem entrou na casa de banho de forma voluntária.

Três funcionários da discoteca também falaram, dizendo que Dani Alves era um cliente habitual e que não notaram nada de estranho no comportamento do futebolista, apesar do álcool ingerido.

«A jovem não estava alterada, mas passou a chorar. O Dani Alves passou a dois metros a olhar para frente», afirmou um deles.

A jovem, de 23 anos, também prestou depoimento durante cerca de uma hora e um quarto, reafirmando a agressão sexual do brasileiro. No depoimento, além da existência de um biombo, a voz da jovem foi distorcida e a sua imagem também, para evitar que a sua identidade venha a ser divulgada, caso exista algum tipo de fuga de imagens para o exterior. A mulher defendeu ainda que pensou que ninguém ia «acreditar» nela.

Dani Alves vai ser o último a depor. O Ministério Público, recorde-se, exige uma pena de 9 anos de prisão, enquanto a acusação pede 12 anos.