Crónica do SC Braga-Boavista: minhotos mereceram tudo, mas expulsão mudou muito
SC Braga-Boavista (Imago)

Crónica do SC Braga-Boavista: minhotos mereceram tudo, mas expulsão mudou muito

NACIONAL24.09.202323:37

Primeira parte mostrou minhotos com mais futebol e ideias mas também que o Boavista se bateria bem; perder Seba Pérez foi golpe duro para a pantera

SC Braga e Boavista entraram, este domingo, para jogar a 6.ª jornada da Liga, em momentos bem diferentes. Os minhotos queriam retomar o caminho dos bons resultados, após duas derrotas seguidas, com o Farense (1-3) e na Champions, frente ao Nápoles (1-2); o emblema do Porto queria recuperar o surpreendente primeiro lugar na tabela que ocupava à entrada para esta jornada. Não admira, portanto, que as duas equipas tenham iniciado este desafio com grande intensidade. 

Melhor o SC Braga, com mais bola, mas nem por isso a criar mais perigo do que o Boavista, que procurou acelerar as transições sempre que em posse da bola, apostando sobretudo em Makouta e na enorme capacidade do lateral-esquerdo Bruno Onyemaechi. As ideias do Boavista eram boas no papel, mas no relvado ia vencendo a estratégia do SC Braga, que amarrou o Boavista na defesa e somou oportunidades, que resultaram principalmente da dinâmica de Djaló. O golo parecia uma inevitabilidade e ele apareceu, aos 19’, pelo inevitável Ricardo Horta

Mandava a equipa liderada por Artur Jorge e apenas o erro infantil de Niakaté, que colocou a bola nos pés de Seba Pérez, tornou possível o empate, que surgiu num lance de reação rápida do Boavista e concretizado por remate sem dó ou piedade de Tiago Morais. Depois, veio a pancada forte para o Boavista, que transformou o jogo: cartão amarelo a Seba Pérez por falta e depois segundo cartão amarelo e consequente vermelho por protestos. Expulsão do médio e capitão da pantera, logo aos 31 minutos. Mais à frente o golo de Banza e uma oportunidade —grande chance! — desperdiçada mesmo antes do intervalo por Bruno Lourenço. Com 10 contra 11, a promessa de grande jogo da primeira metade parecia, agora, difícil de cumprir. 

No regresso para a 2.ª parte, Petit baixou ainda mais as linhas da equipa, mas não alterou os protagonistas ou a a estratégia. Porém, aos 53’, novo golpe no Boavista: penálti por mão na bola de Reisinho. Al Musrati converteu e ficou ali, naquele momento, cavado o fosso no resultado que permitiu ao Braga confirmar a justa vitória e o Boavista viu irremediavelmente reduzidas as hipóteses de continuar a lutar por sorte diferente. Os axadrezados não se renderam, expuseram-se ao risco e talvez também por isso tenham rapidamente perdido o equilíbrio defensivo. O SC Braga foi somando lances e construiu uma goleada que, contas feitas, mereceu.